Close Menu

    Subscribe to Updates

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    What's Hot

    Prefeito do coração, médico do povo: a despedida de Dr. Arnaldo Vianna

    19 de janeiro de 2026

    Demolição do Prédio Itu já em andamento

    19 de janeiro de 2026

    Governantes miram passado; retomam hostilidades, guerras e populismo em pleno século 21

    19 de janeiro de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    ÚLTIMAS NOTÍCIAS
    • Prefeito do coração, médico do povo: a despedida de Dr. Arnaldo Vianna
    • Demolição do Prédio Itu já em andamento
    • Governantes miram passado; retomam hostilidades, guerras e populismo em pleno século 21
    • HFM tenta identificar paciente em estado gravíssimo
    • Corpo do ex-prefeito de Campos Arnaldo Vianna é velado no Teatro Trianon
    • Guarda Civil Municipal escolta ônibus após confusão por falta de coletivos em Lagoa de Cima
    • Campos: Homem é baleado dentro de carro na Tapera e morre no HFM
    • Jovem morre após queda de moto na RJ-228, em Campos
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Educativa FM
    OUÇA AO VIVO
    terça-feira, janeiro 20
    • Página Inicial
    • Programação
      • Locutores
      • Programas
    • Podcast
    • Notícias
    • Contato
      • Anuncie
    Educativa FM
    Home»Últimas Notícias»Milícia particular tenta dominar Baixada Campista
    Últimas Notícias

    Milícia particular tenta dominar Baixada Campista

    3 de agosto de 2025Nenhum comentário8 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Milícia particular tenta dominar Baixada Campista
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    Traficantes cobram “taxa de segurança” de comerciantes e aterrorizam moradores

    Operação|Em julho, a Polícia Civil prendeu suspeitos de integrar o tráfico na Baixada e extorquir comerciantes (Fotos: Divulgação)

    Pavor, pânico, medo, terror. São alguns dos sentimentos que podem traduzir o que tem vivido a população da Baixada Campista. Uma região assombrada por um cenário que antes parecia realidade distante e agora se faz cada vez mais presente. São práticas de extorsão, ameaças, mortes e domínio de território por meio da força. Atividades de milícia privada se instalando na maior cidade do Norte Fluminense. Para especialistas ouvidos pelo J3, o termo correto para definir a situação é “milícia privada”, já que o termo “milícia” sugere participação de agentes do Estado, o que não seria o caso.

    O tema que assusta moradores há pelo menos dois anos na Baixada voltou à tona nos últimos dias. O termo milícia particular se aplica porque não há em nenhum dos casos relatados por testemunhas ou investigados pela Polícia desde 2023, o envolvimento de qualquer agente do Estado. São, portanto, práticas similares, mas sem a estrutura tradicional das milícias. Em Campos, os registros apontam para traficantes agindo como milicianos.

    No dia 24 de julho, uma ação conjunta entre as polícias Civil e Militar prendeu um homem apontado como chefe do tráfico de drogas na localidade de Poço Gordo. Ele foi preso sob acusação de extorquir comerciantes da região, obrigando-os a pagar mensalidades para evitar represálias. De acordo com as investigações, aqueles que se recusavam a pagar eram ameaçados e, em alguns casos, obrigados a fechar seus estabelecimentos por medo da quadrilha.

    Na última segunda-feira (28), agentes da Polícia Ambiental identificaram um aterro irregular às margens da lagoa em Farol de São Thomé. Informações repassadas aos policiais no local dão conta de que os responsáveis seriam traficantes daquela localidade e que caminhões eram vistos despejando materiais no local, com intuito de construir casas. A exploração de terrenos dessa forma é mais uma característica das atividades de milícia, muito comuns, por exemplo, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

    28 de julho|Polícia Ambiental descobriu aterro em Farol, onde a milícia privada iria construir moradias

    As ocorrências voltaram a chamar a atenção para a incidência de casos relacionados a práticas com perfil de milícia na Baixada Campista. O caso mais emblemático aconteceu em janeiro de 2024. Em plena temporada de verão, à luz do dia de um domingo, um comerciante foi morto a tiros dentro do seu próprio supermercado, em Farol de São Thomé. Amaro Nilton era muito conhecido na praia. Ele estava trabalhando, quando foi assassinado com vários tiros na cabeça. Testemunhas relataram que os autores foram dois homens em uma motocicleta, vestidos de preto e com capacetes.  

    O estabelecimento onde o crime aconteceu ficava bem próximo do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Farol. O que não inibiu os criminosos. Comerciantes e moradores relataram à época que ameaças vinham sendo cometidas por bandidos que vivem na localidade. A cobrança de propinas estaria sendo cometida pelos criminosos em troca de “segurança e conivência” com o comércio ilegal de drogas na área.

    Em 26 de dezembro de 2023, outro assassinato já havia chamado atenção na praia da cidade. O taxista identificado como Sandro Siqueira, conhecido como Sandro “Geleia”, foi morto dentro do seu carro, com vários tiros, no Xexé. Ele estava com sua esposa no veículo. Ela não se feriu. Testemunhas informaram à Polícia Militar que dois homens se aproximaram numa motocicleta e efetuaram os disparos. Mais uma vez, dois homens em uma moto. E essa não era a única relação entre os casos. Sandro também era comerciante.

    Relatos
    Esses crimes não foram casos isolados e que ficaram para trás. Eles ecoam até os dias atuais, a cada novo episódio de extorsão e ameaça que acontece na praia e na Baixada. E a incidência só cresce. O J3News recebeu com exclusividade denúncias e relatos de moradores de Farol de São Thomé, que evidenciam atividades de milícia privada na praia da cidade. As autorias dos depoimentos são anônimas, para garantir a segurança e integridade das pessoas envolvidas.

    “As pessoas em Farol, principalmente comerciantes estão assustados e há tempos tem recebido ligações de cobranças. Quando aconteceram os assassinatos de dois comerciantes perto da rodoviária da praia, em pleno verão,  ‘na cara’ do DPO, todos ficaram mais desesperados ainda. E continua hoje em dia. Eles cobram de mercados, farmácias, até salões de beleza”, relata um morador.

    Durante vários anos, um morador que a equipe de reportagem vai chamar de “X” atuou no comércio da praia campista. Tinha clientela fixa e obtinha seu lucro sempre no período do verão, graças à alta temporada. No entanto, há menos de um ano, decidiu fechar o estabelecimento e se mudar, graças ao clima de insegurança e ameaças de suspeitos, ligados ao tráfico de drogas por cobrança de propina em troca de garantir segurança do estabelecimento. O ex-comerciante contou à reportagem que sentia medo da situação antes de fechar o estabelecimento. 

    “A gente não pode falar nada. Se denunciar, não sei o que pode acontecer a mim e à minha família. Depois que algumas pessoas foram presas na Baixada Campista, vários carros da PM apareceram no Farol, e davam uma sensação maior de segurança. Por aqui, há muito tempo os traficantes de drogas fazem algum tipo de intimidação. A lei do silêncio é necessária para muitas pessoas que moram na região”, disse.

    Atuação há pelo menos dois anos
    A reportagem fez uma cronologia reunindo ocorrências e operações, que mostram que a Polícia vem brigando há cerca de dois anos para combater a expansão da milícia privada pela Baixada Campista.  Em dezembro de 2023, o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ) deflagrou a Operação Alerta Máximo.

    Operação em 14/12/23|Gaeco e Polícia Civil fazem operação para desarticular milícia na Baixada Campista

    A ação cumpriu mandados em endereços da Baixada Campista, contra alvos denunciados pelos crimes de extorsão qualificada, associação criminosa, coação no curso do processo e associação para o tráfico de drogas. Foram cumpridos mandados na Baixada, no Açu (São João da Barra) e até mesmo na Penitenciária de Bangu. Lá, o alvo era o preso Fernando Silva Balbinot, conhecido como “Fernandinho”, apontado como líder da organização. Investigações de inteligência do Gaeco/MPRJ revelaram que o criminoso tinha como meta instaurar uma milícia na Baixada Campista.

    Ainda segundo o Gaeco/MPRJ, os denunciados também foram apontados por testemunhas como integrantes do tráfico local e responsáveis pela prática de extorsões na região, oferecendo segurança contra assaltos em troca da contribuição mensal de valores. A denúncia narra diversos episódios de ameaças, invasão à propriedade privada, subtração de valores e desordens. Dois dias depois, mais um alvo da Operação Alerta Máximo foi preso. Um homem suspeito de extorsão, associação criminosa e associação para o tráfico de drogas foi preso no Açu – distrito de SJB, com ligação próxima à Baixada.

    Ação em 15/02/24|Suspeito de integrar milícia privada é preso

    Em fevereiro de 2024, um homem suspeito de integrar um grupo que extorquia dinheiro de ceramistas e comerciantes da Baixada Campista foi preso, em uma ação das polícias Civil e Militar. Ele foi filmado ao sair de uma cerâmica localizada na Estrada da Barrinha, em Babosa. A equipe policial acompanhou e filmou o homem ao sair do estabelecimento industrial até ele chegar à frente da sua residência, na mesma localidade. Ao ser abordado, o homem estaria com o valor recebido por extorsão momentos antes. 

    No mês anterior, outras duas pessoas já haviam sido presas pelo mesmo crime. Um elemento foragido, suspeito de envolvimento em crimes de extorsão e associação para o tráfico, foi preso pela PM. As vítimas eram comerciantes e empresários locais, que vinham sofrendo com ameaças e exigências financeiras. A PM prendeu ainda um homem que tinha mandados de prisão em aberto por extorsão e tráfico de drogas, na localidade de Mussurepe. Ele foi preso sob suspeita de extorquir comerciantes da Baixada Campista.

    Violência Extrema em 13/01/24|Comerciante foi morto dentro do próprio supermercado em Farol

    Modus operandi
    Os casos se repetem, com a mesma forma de atuação: envolvidos com tráfico praticando crimes de extorsão, ameaça, domínio de território através da força. A socióloga Luciane Silva explica que o cenário configura práticas de milícia privada:

    “São ações de criminosos organizados com perfil de prática de extorsão. Sem a presença de agentes do Estado, não cabe o emprego do termo milícia. Tratam-se de facções atuando com modus operandi semelhante à milícia. O que podemos classificar como milícia privada. A milícia que existe no Rio de Janeiro, por exemplo, ela se sustenta porque tem componentes do Estado dentro dela. O que não é o caso aqui de Campos. São coisas bem distintas. Aqui estamos falando especificamente de milícia privada”, pontua.

    O J3 buscou contato com a Polícia Civil para obter atualizações sobre o cenário, mas não recebeu resposta até o fechamento desta matéria. A reportagem também buscou com a PM, para apurar como a Patrulha Rural tem observado a situação, mas obteve apenas informações sobre combate a furtos na região, com queda de 53% nos indicadores.

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email

    Related Posts

    Prefeito do coração, médico do povo: a despedida de Dr. Arnaldo Vianna

    19 de janeiro de 2026

    Demolição do Prédio Itu já em andamento

    19 de janeiro de 2026

    Governantes miram passado; retomam hostilidades, guerras e populismo em pleno século 21

    19 de janeiro de 2026

    HFM tenta identificar paciente em estado gravíssimo

    19 de janeiro de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Em Alta

    UENF amplia formas de ingresso e lança editais voltados à diversidade e talentos estudantis

    15 de outubro de 2025

    Novo bairro em Campos onde era o Jockey Clube

    18 de janeiro de 2026

    PF desmonta esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional com uso de apostas on-line

    15 de outubro de 2025

    Legado, respeito e emoção marcam último adeus a César Queiroz, referência da contabilidade em Campos

    14 de janeiro de 2026

    Rua: tenente coronel cardoso 349 - Centro Campos dos Goytacazes/RJ

    E-mail: educativafm@uniflu.edu.br

    Contato Comercial: (22) 99732-1075

    © 2024 - Educativa Fm - Todos os direitos reservados

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.