Transferido para presídio, suspeito conhecido como “Magrelo” vai passar por audiência de custódia e será submetido a julgamento

O delegado Carlos Augusto Guimarães, atualizou nesta terça-feira (20) as informações sobre a prisão do homem apontado como chefe de uma facção criminosa em Itaperuna e suspeito de ter ameaçado policiais em 2025. O suspeito, conhecido como “Magrelo”, já foi transferido para o presídio.
À época, Carlos Augusto era titular da 143ª DP de Itaperuna. Hoje, ele é delegado da 134ª DP de Campos, no Centro.
Magrelo foi preso nessa segunda (19), após monitoramento das forças de segurança. Já havia mandado de prisão decretado pela Justiça contra ele. O suspeito estava escondido na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
“Tive a notícia aqui que o Magrelo acabou de ser transferido para o presídio. Vai passar agora por audiência de custódia e em breve será submetido a julgamento. Para quem não se lembra, esse camarada é um sujeito bastante perigoso, que subjugava moradores de Itaperuna, principalmente do bairro Matinada, inclusive fazendo extorsões a comerciantes, em atividade típica de milícia, realmente milícia, ele e seus comparsas ali no bairro Matinada e adjacências, Matinada, São Francisco, indivíduo bastante perigoso, que estava escondido lá na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro”, afirmou o delegado.
“Nós, inclusive, fizemos operações pontuais nos locais onde ele poderia ser encontrado, mas, graças a Deus, ele foi preso pelas equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil de Itaperuna. Então, mais uma vez, deixo meus parabéns a todos os agentes envolvidos e agora que a justiça seja feita”, completou.
Ameaça em 2025
No dia 6 de setembro de 2025, um áudio atribuído a Magrelo passou a circular em grupos de WhatsApp com ameaças diretas ao delegado e a policiais civis e militares. A mensagem teria sido motivada pela morte do irmão do criminoso, assassinado na noite anterior.
No áudio, ele afirma que iria “cobrar a morte do irmão, nem que faça um banho de sangue na cidade” e que “vai levar 20 ou 30 junto”. O criminoso ainda citou uso de granadas e fuzis.
O caso ocorreu em meio a uma onda de violência na cidade. Na véspera, em 5 de setembro, três homens foram assassinados na Rua Cândido Freitas Bastos, no bairro Matinada, entre eles o irmão de Magrelo. Na madrugada seguinte, pai e filha foram executados a tiros em uma residência no bairro Niterói. Uma terceira pessoa sobreviveu. Foram cinco homicídios em menos de 24 horas.
Após os crimes, o 29º BPM e a 143ª DP deflagraram operação conjunta que resultou na prisão de quatro suspeitos.
