Ação do CCZ percorre 99 bairros até sexta-feira para mapear focos do mosquito e orientar estratégias de combate às arboviroses

A Prefeitura de Campos dos Goytacazes deu início, nesta segunda-feira (4), ao primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. A mobilização, coordenada pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), segue até sexta-feira (8) e vai abranger 99 bairros da área urbana.
Durante a ação, Agentes de Combate às Endemias (ACEs) irão vistoriar 7.831 imóveis distribuídos em 611 quarteirões, organizados em 19 estratos. Ao todo, 115 profissionais participam do trabalho, entre agentes, supervisores, laboratoristas e equipe administrativa.
A pesquisa de campo tem como objetivo identificar a presença do mosquito transmissor de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela, permitindo direcionar com mais precisão as ações de controle. O material coletado é encaminhado para análise em laboratório, onde são avaliados os índices de infestação e a densidade vetorial.
Segundo o coordenador do Programa Municipal de Controle de Vetores, Claudemir Barcelos, o levantamento é essencial para orientar as estratégias de enfrentamento. Ele reforça a importância da participação da população, permitindo a entrada dos agentes nas residências durante as inspeções.
O último LIRAa, realizado em outubro de 2025, apontou Índice de Infestação Predial de 4,4%, considerado de médio risco. O parâmetro recomendado pelo Ministério da Saúde é de até 1%.
Neste ano, o calendário nacional passou por mudanças e prevê a realização obrigatória de dois levantamentos — em maio e novembro —, com a inclusão do Índice de Positividade de Ovitrampas (IPO) como ferramenta complementar. O município já utilizava esse método, mas agora ampliará a cobertura para mais bairros, totalizando seis ciclos ao longo do ano.
As ovitrampas funcionam como armadilhas para identificar a presença de ovos do mosquito, permitindo monitorar a população com maior precisão e agir preventivamente. Os dados coletados tanto pelo LIRAa quanto pelo IPO são enviados aos órgãos estadual e federal de saúde para acompanhamento e definição de políticas públicas.
Fonte: Secom/PMCG
