domingo, junho 21

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Foto: Silvana Rust

Campos dos Goytacazes, cidade com mais de 500 mil habitantes e vocação regional, está sem voos comerciais desde março de 2025. A interrupção das operações da Azul no Aeroporto Bartolomeu Lisandro não pode ser tratada apenas como problema de deslocamento. Trata-se de perda de competitividade, tempo, oportunidades e integração. O assunto é tema da reportagem especial do J3 desta edição.

O  impacto é sentido por empresários, profissionais liberais, famílias, entidades representativas e pelo turismo. O que era ponte virou obstáculo.

A ausência de voos comerciais pesa sobre uma região estratégica. Sem ligação aérea regular, Campos perde força para atrair investidores, eventos, palestrantes, negócios e visitantes. A cidade segue como polo, mas passa a operar com limitação que não combina com sua influência no Norte Fluminense.

É verdade que o setor aéreo atravessa dificuldades, com custos elevados, reestruturação de rotas, falta de aeronaves e decisões que cabem às companhias conforme a demanda. Também é fato que o problema atinge outras cidades, como Macaé e Cabo Frio. Mas reconhecer a complexidade do cenário não significa aceitar a falta de perspectiva como destino.

A mobilização política, empresarial e institucional precisa ser permanente. Prefeitura, concessionária, entidades de classe, setor produtivo e governo federal devem seguir demonstrando a viabilidade do aeroporto e construindo alternativas para que Campos volte ao mapa da aviação comercial.

Uma cidade com vocação de liderança regional não pode se acostumar a ficar em terra. Retomar os voos é mais do que recuperar uma rota. É devolver a Campos uma pista para o desenvolvimento.

Mesmo com toda a pressão institucional nada decola. A retomada parece que não está no radar de quem deveria.

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