Após nova paralisação e tentativa de taxa ilegal, passageiros temem outros desdobramentos da crise

A população da região Norte de Campos, que reside em localidades em que o transporte coletivo precisa passar pela praça do pedágio na BR-101, continua vivendo um cenário de preocupação e incerteza no dia a dia sobre o serviço. Vans e micro-ônibus seguem circulando, mas depois de paralisações e até aumento irregular da passagem por parte dos permissionários, quem mora na região vive um dia após o outro desde a última quarta-feira (16), sem saber se terá condução para voltar para casa.
Os relatos de veículos passando pela estrada vicinal da localidade de Guandu, impondo riscos aos passageiros, permanecem. O Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) afirma que segue buscando uma solução junto à concessionária que administra a rodovia federal. “O IMTT tem mantido contato direto com a equipe técnica da concessionária em busca da melhor solução de interesse dos usuários das linhas que atendem a região Norte do município, o que deve acontecer em breve”, diz o órgão municipal em nota. O Instituto já disse anteriormente que tenta a liberação de um número de viagens determinadas por dia para os veículos.
A última crise
A nova crise no Setor C do transporte público da cidade começou no dia 9 de setembro, quando também teve início a nova tarifa do pedágio na BR-101, com o aumento no valor para R$ 10,80. No mesmo dia, permissionários decidiram por conta própria aumentar o valor da passagem em R$ 2, nas linhas de Conselheiro Josino, Vila Nova, Murundu, Palmares, Santa Maria, Mutuca/Divisa, Morro do Coco e Santo Eduardo.
O IMTT reforçou que a medida era ilegal e poderia acarretar em multa e apreensão dos veículos. Os permissionários decidiram paralisar o serviço. A situação levou horas, à espera de uma resposta do município. O serviço voltou, com a cobrança irregular. O IMTT foi para as ruas e intensificou a fiscalização. Motoristas então decidiram utilizar o caminho alternativo passando pela localidade de Guandu, desde o último sábado (12).
Na segunda-feira (14), um micro-ônibus chegou a atolar na lama. Na terça-feira (15), o IMTT foi até o local e barrou a passagem. O serviço voltou a ser paralisado na quarta-feira (16). Horas depois, os veículos voltaram a circular. Alguns, ainda se arriscando por Guandu. A indefinição segue.
