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Com 44 Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), Campos poderia ser modelo em consultas e procedimentos primários nesta área, não fosse o maior município em extensão territorial do Estado. Dessa forma, mesmo que localizadas em pontos estratégicos, esse braço importante da Saúde não consegue abraçar de pronto as demandas.
O J3, em reportagem especial, fez uma radiografia das unidades do município e o diagnóstico da imagem é turva. Um clássico exemplo da distância ainda a ser percorrida para se obter uma rede primária eficiente em alguns pontos do município.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, as Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) atendem cerca de 60% da cobertura a que se propõe. Os dados revelam que em 2025 no último quadrimestre, somente na atenção primária, foram realizados cerca de 550 mil procedimentos.
Já na média e alta complexidade, incluindo consultas, exames, cirurgias e internações, foram aproximadamente 2,17 milhões de atendimentos registrados. Um número expressivo em um município que ultrapassou a barreira de meio milhão de habitantes e que ainda atende moradores de outros.
O objetivo dessa rede primária é um pronto atendimento de alguns casos de urgência e a prevenção evitando que outros de agravem. Essa rede tem que ser eficiente, principalmente para desafogar os serviços mais complexos como os dos hospitais Ferreira Machado (HFM) e o Geral de Guarus (HGG).
A melhoria da qualidade de atendimento destas unidades e sua ampliação devem estar no topo da agenda, quando o assunto é saúde pública. Que isso seja uma permanente meta a ser atingida, encurtando a distância entre os pontos para que o atendimento seja de pronto.
