quarta-feira, agosto 26

Na nova publicação, Fábio destaca que os problemas enfrentados pelo comércio campista não são isolados, mas reflexo de uma crise nacional

O presidente da CDL Campos, Fábio Paes, retornou às redes sociais após a repercussão de um vídeo anterior sobre o colapso no comércio, publicado na última quinta-feira (20). Na nova publicação, Fábio destaca que os problemas enfrentados pelo comércio campista não são isolados, mas reflexo de uma crise nacional que atinge inclusive grandes redes varejistas, como por exemplo a Casas Bahia e a TeleRio.

Para Fábio, a culpa do fechamento e da crise do comércio físico não está inteiramente no crescimento de vendas pela internet. Para ele, essa justificativa mantém a inércia do poder público, que deixa de cumprir seu papel em áreas essenciais para atrair consumidores a áreas comerciais importantes, como o Centro Histórico de Campos. “O que a gente precisa é fazer o dever de casa. Precisamos de um Centro que proporcione experiências positivas para o consumidor, que o estimule a vir ao Centro, seja para tomar um sorvete, passear, comer alguma coisa, para consumir. Ele precisa ter acesso, transporte público, limpeza, segurança, iluminação adequada, estacionamento e mobilidade. São pequenas coisas que são dever de casa do poder público”, afirma.

Fábio destaca o aumento do endividamento público, que dobrou de 0,7% para 1,4% do PIB, e a taxa Selic, em 14% ao ano, que encarece o crédito para os lojistas. “Quando a gente olha para essa crise, meio que sistêmica na economia nacional, a gente não tem como negar um reflexo de uma gestão pública federal no impacto dos negócios na escala nacional. Quem tem a caneta na mão, quem coloca as diretrizes, quem publica as normas, quem faz as alterações, quem cobra impostos e não entrega uma contrapartida adequada, são os governos. Então a gente tem que cobrar do governo”, pontua Fábio, que também fala sobre 9,1 milhões de empresas negativadas no Brasil, sendo 8,5 milhões micro e pequenas empresas.

“Campos tem os próprios problemas. A gente precisa sempre qualificar as pessoas que trabalham no comércio, qualificar os empregadores, os empresários e as CDLs, as associações comerciais, os SEBRAEs que estão aí fazendo isso o tempo inteiro. Mas não é só isso. A gente precisa olhar no geral e apoiar a economia local”, finaliza Fábio.

Share.
Leave A Reply

Exit mobile version