Polícia Civil investiga o caso para esclarecer a origem das ossadas

Ossos com possível origem humana foram encontrados na manhã desta quarta-feira (12) em um poço de uma residência abandonada na Avenida Sete de Setembro, no Centro de Campos. A descoberta ocorreu durante uma ação da Guarda Civil Municipal (GCM), através do Grupamento de Operações Especiais (GOE), por volta das 8h50. A suspeita de que os restos sejam humanos ainda depende de confirmação pericial.
Segundo o registro da ocorrência, obtido pela reportagem do J3News, agentes do GOE entraram na casa, com autorização do proprietário, após perceberem a presença de três homens no imóvel. Um deles tentou fugir pelos fundos ao notar a aproximação da equipe, mas foi localizado metros adiante. Os três foram encaminhados para a 134ª DP (Centro), e permaneceram presos.


Durante buscas na residência, os agentes encontraram um poço de aproximadamente 45 centímetros de profundidade, coberto por pedaços de piso. Dentro da estrutura havia ossos que, pelas características, levantaram a suspeita de serem de origem humana, ainda segundo a ocorrência.
Em entrevista ao J3News, o Guarda Civil Municipal Teixeira Neto informou que o Corpo de Bombeiros foi acionado e uma equipe esteve no local. Após uma avaliação inicial, os militares também consideraram possível que os ossos fossem humanos. A área foi preservada e a perícia foi solicitada para esclarecer a origem do material.


“Foi feito contato com o Grupamento de Bombeiros Militares, que veio até o local e identificou a possibilidade da ossada ser realmente de seres humanos. A delegacia solicitou a Polícia Técnica e quando o foram recolhidos os ossos, aparentavam ser de dois seres humanos distintos. Também havia uma bermuda enrolada no meio dessa ossada, com uma faca enrolada, justamente facas características que a encontramos com as pessoas em situação de rua e que cometem crimes na área central”, afirma.


Ainda segundo o Guarda Civil, os ossos aparentam já estar no local há muito tempo, podendo não ser um crime recente. Os ossos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal de Campos e o caso segue em investigação pela 134ª DP.
