Moradores relatam suspensão de algumas atividades nos bairros Parque Guarus e Jóquei

Moradores de diferentes bairros de Campos dos Goytacazes têm relatado problemas de manutenção e pleno funcionamento em algumas unidades do projeto Vila Olímpica. Entre as principais queixas estão piscinas fechadas há meses, mato alto em áreas externas e falta de professores para determinadas atividades esportivas. Uma das situações mais apontadas por frequentadores ocorre na unidade do Parque Guarus, onde as atividades aquáticas estão suspensas desde o fim de 2024.
Segundo relatos de usuários, a piscina da Vila Olímpica do Parque Guarus permanece sem funcionamento, o que tem impactado principalmente idosos que utilizavam o espaço para hidroginástica e natação. A costureira aposentada Derli Domingues, de 71 anos, frequentava o local há mais de dez anos e afirma que a hidroginástica fazia parte do seu tratamento de saúde. “As aulas eram realizadas pela manhã, entre 7h e 9h, reunindo diversas turmas ao longo da semana. Mais de 50 alunos participavam regularmente das atividades”.
Derli conta que utilizava a prática por recomendação médica para aliviar dores lombares e cervicais. “No dia 24 de fevereiro, estive no local e encontrei o espaço abandonado, com mato alto e água sem tratamento na piscina. Um funcionário informou que não há previsão para o retorno das atividades aquáticas”, relatou. Moradora do bairro Jardim Aeroporto, ela diz sentir falta da estrutura esportiva e destaca a importância social do projeto. “Faz muita pena, um lugar muito bom, muito espaço. Faz falta”, afirmou. A reportagem foi ao local durante a última semana e verificou os problemas relatados.
A situação também foi comentada por usuários em outras unidades, como nos bairros Parque Esplanada e Jóquei Clube, onde há queixas de suspensão de atividades aquáticas e falta de professores de hidroginástica. “A piscina da Vila Olímpica do Jóquei está sem funcionar há meses”, informou um funcionário que preferiu não se identificar.
O projeto das Vilas Olímpicas foi criado durante a gestão da ex-prefeita Rosinha Garotinho, com a proposta de ampliar o acesso da população a práticas esportivas e atividades de promoção da saúde. Durante a pandemia de Covid-19, muitas unidades ficaram fechadas e sofreram com falta de manutenção.
Na gestão do prefeito Wladimir Garotinho, algumas unidades passaram por reformas e as atividades foram retomadas. Ainda assim, frequentadores relatam que algumas estruturas funcionam parcialmente. Outra expectativa dos moradores é a conclusão da Vila Olímpica do bairro Eldorado, cuja obra foi iniciada, mas ainda não foi finalizada. O equipamento fica na via de acesso à Codin e poderia ampliar o atendimento a moradores da região.
A Vila Olímpica de Santa Maria, na região Norte no município, que beneficiaria moradores dos distritos de Santa Maria e Santo Eduardo, nunca foi concluída. A estrutura metálica chegou a ser erguida, mas a obra não prosseguiu.
Posicionamento da Prefeitura
Em nota, a Prefeitura informou que atualmente sete Vilas Olímpicas estão em funcionamento no município e outras três seguem em construção: Eldorado, Goytacazes e Ururaí.
“Em relação à finalização da obra da Vila do Eldorado, quem administra e fiscaliza a execução é a Secretaria de Obras, sendo a Seduct gestora orçamentária. A Diretoria de Infraestrutura da Seduct já cobrou o cronograma de execução, e foi esclarecido que está sendo tramitado um processo de aditivo de prazo. Sobre o funcionamento da piscina da Vila do Parque Guarus, a diretoria já realizou os serviços solicitados e não existe nenhum pedido de manutenção de serviço que esteja no atual contrato de manutenção para liberação do uso da piscina. Sobre as vilas em construção: Eldorado, Goytacazes e Ururaí: todas as três foram retomadas e têm previsão de entrega até maio”, conclui.
A reportagem esteve na Vila Olímpica do Parque Guarus na terça-feira (10) e sexta-feira (13) e verificou que a piscina continua inutilizada. Segundo funcionários, não há previsão de retorno devido à falta de professor.

