terça-feira, março 17

Presidente afastado da Alerj teria repassado informações sigilosas da Polícia Federal a alvo ligado ao Comando Vermelho; caso será analisado pelo STF

País

17 de março de 2026 – 7h26

Presidente da Alerj afastado Rodrigo Bacellar (Arquivo)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, por suposta obstrução de Justiça. Ele é acusado de repassar informações sigilosas de uma operação da Polícia Federal a integrantes do Comando Vermelho.

Além de Bacellar, também foram denunciados o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, o desembargador federal Macário Judice Neto e outras duas pessoas.

De acordo com a PGR, o vazamento teria origem no Judiciário. A investigação aponta que Macário Neto, magistrado do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, teria antecipado a Bacellar medidas cautelares sigilosas contra TH Joias — que ele próprio autorizara. Os dois, segundo a denúncia, mantinham relação próxima.

Ainda conforme o inquérito, Bacellar teria repassado as informações ao ex-deputado, principal alvo da operação policial. Imagens de câmeras de segurança, anexadas à investigação, mostram TH Joias retirando objetos de sua residência na véspera da ação, o que, segundo os investigadores, indicaria tentativa de eliminar provas.

TH Joias e o desembargador estão presos, enquanto Bacellar faz uso de tornozeleira eletrônica. Todos negam as acusações.

A denúncia imputa aos três o crime de obstrução de Justiça. No caso de Macário Neto, há ainda a acusação adicional de violação de sigilo funcional.

O caso será analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que decidirá se a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, será aceita.

Em nota, a defesa de Rodrigo Bacellar afirmou ter recebido a denúncia com surpresa e sustenta que as acusações se baseiam em “ilações” já refutadas por provas documentais. A defesa de Macário Neto também contestou os argumentos da PGR, classificando a denúncia como baseada em conjecturas que não se sustentaram ao longo da investigação.

Com informações do G1

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