domingo, abril 19

Glorioso firmou acordo com Goytacaz para atuar no Aryzão em 2026

Campos

19 de abril de 2026 – 0h04

Cooperação|Glorioso vai mandar suas martidas em solo campista, no Aryzão, que é a casa do rival Goytacaz (Fotos: Josh)

Dois jogos nos últimos dois anos. Entre 2024 e 2025, a torcida do Americano Futebol Clube teve apenas duas oportunidades de ver o seu time em Campos. Nas duas temporadas anteriores, o Alvinegro adotou Cardoso Moreira como casa. Chegou a jogar como mandante até em Saquarema. Em solo campista, foram só dois confrontos nesse período, em compromissos válidos pela Série A2 Estadual do ano passado. Agora, o cenário será diferente. Em 2026, o Glorioso vai mandar suas partidas em solo campista, no estádio Ary de Oliveira e Souza (Aryzão) – casa do rival Goytacaz. A última vez que isso aconteceu foi em 2023.

A parceria com o Goyta foi anunciada no fim do mês de março, em publicação feita pelos gestores da SAF do Americano, André Vitor Freitas e Rachel Oliveira. ”A gente entende o quanto é importante ter a nossa torcida por perto, apoiando, incentivando e motivando os nossos atletas dentro de campo”, destacou Rachel Oliveira.

Em 29 de abril, a equipe alvinegra estreia na Série A2 do Campeonato Carioca, enfrentando o América, fora de casa. O primeiro embate diante da torcida será no dia 02 de maio, contra o São Gonçalo. O clube tem até lá para colocar estruturar o Aryzão e poder contar com  a força dos seus torcedores nas arquibancadas. “Seguimos trabalhando na manutenção do gramado, com melhorias sendo feitas para que possamos ter a melhor condição de jogo”, disse André Vitor.

A reportagem do J3News apurou que, na parceria, o Americano ficou responsável pela reforma do gramado, pela restauração dos vestiários e por colocar as licenças do estádio em dia, além do pagamento de aluguel mensal pela cessão do espaço. “Esse é mais um passo que nós, como diretoria, damos para aproximar o Americano do seu maior patrimônio: vocês, torcedores”, enfatizou Rachel. “Torcedor, contamos com vocês! Queremos esse estádio cheio. A hora é agora”, finalizou André.

Cyro Dieguez

Parceria celebrada
Diante do cenário de união entre os clubes, os amantes do futebol local celebraram a parceria, sejam eles torcedores alvinegros, alvianis ou comunicadores. “Jogar em Campos na minha visão sempre será melhor do que se deslocar para outra cidade. Nos últimos anos em que jogamos aqui, pudemos notar o crescimento do público, muitas famílias indo aos jogos e essa movimentação é interessante para a cidade. Pelo lado da rivalidade, eu não vejo se estou ajudando meu rival, penso exclusivamente no benefício do meu Americano. Que dessa vez, se cumpra o acordo feito, principalmente na questão do gramado. Que nossa torcida como nós outros anos saiba respeitar a casa do nosso rival.”, comentou o comerciante e torcedor do Cano, Cyro Dieguez.

O jornalista Nickolas Abreu chama atenção ainda para outro fator que vem animando a torcida alvinegra: a presença do ex-jogador Felipe Melo. Sócio da SAF, Felipe vem comandando o Sub-20 do Glorioso, ao lado do também ex-atleta Egidio. Eles atuaram juntos quando profissionais, vestindo a camisa do Palmeiras.

Nickolas Abreu (Foto: Arquivo Pessoal)

“A expectativa é a melhor possível. A presença do Felipe Melo no trabalho de preparação do Sub-20 traz a esperança de que ele mais uma vez estará no dia a dia do clube durante a competição, agregando conhecimento aos jogadores e toda a comissão. Outro fator que vai nos ajudar muito é jogar em Campos. Mesmo na casa do nosso principal rival, a torcida comparece e, como já mostrou nos últimos anos, tem sempre as maiores médias de público do Estado”, pontuou Nickolas.

Torcedor do Goyta, o servidor público Antônio Olegário vê a parceria como benéfica para os dois lados. “Acho uma boa solução para ambos, até porque atualmente eles nem disputam a mesma competição. Além disso, essa boa relação é um facilitador para que o poder público possa ajudar pontualmente naquilo que é cabível”, declarou.

Para o cronista esportivo Arnaldo Garcia, a parceria formada entre os rivais é sinal de maturidade. “Uma maturidade necessária para a sobrevivência do futebol regional. É preciso avançar muito mais nesse sentido e o torcedor precisa entender que a rivalidade é no confronto entre ambos e não focado em fatos passados. O futebol mudou. A maneira de enxergá-lo também precisa mudar. E, repito, trata-se de sobrevivência, e quando há necessidade de sobrevivência é preciso deixar vaidade, orgulho e rivalidade exacerbada de lado”, concluiu.

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