quinta-feira, novembro 5

Ação da Polícia Civil ocorre no Distrito Federal e em cinco estados e investiga uso de empresas de fachada para ocultar dinheiro de apostas

País

5 de novembro de 2026 – 8h42

Foto Divulgação/Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal realizou, na manhã desta quinta-feira (5), uma operação contra plataformas ilegais de apostas on-line suspeitas de movimentar mais de R$ 700 milhões por meio de empresas de fachada. A ação ocorre no DF, São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte.

A investigação começou há cinco meses, após um alerta do Ministério da Fazenda sobre sites de apostas que operavam sem autorização federal. Segundo a polícia, os depósitos feitos pelos usuários eram direcionados a empresas com atividades comerciais sem relação com apostas, que concentravam e redistribuíam os recursos, inclusive por meio de criptoativos.

Entre os estabelecimentos usados no esquema, foram identificados uma clínica de assistência psicossocial e uma loja de tarô, ambas em Sobradinho (DF).

A operação cumpre mandados de busca e apreensão e determinações judiciais de bloqueio de patrimônio. Não há mandados de prisão. As identidades dos investigados não foram divulgadas.

A Justiça determinou o bloqueio de contas e ativos de 64 pessoas físicas e 120 empresas, até o limite de R$ 3,483 bilhões. Também foram autorizadas a suspensão de registros de 100 empresas, a quebra de sigilos bancário e fiscal de investigados e a proibição de abertura de novas contas bancárias por 90 dias.

A apuração também envolve a fintech A55 Sociedade de Crédito, de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, informações financeiras indicam movimentações de aproximadamente R$ 1 bilhão relacionadas a empresas investigadas e pagamentos de apostas sem autorização. O Banco Central já havia divulgado, em julho de 2026, a intenção de cancelar a autorização de funcionamento da instituição.

Com informações do G1

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