Prefeitura acompanha o caso

Uma denúncia envolvendo a conduta de uma professora da rede municipal de ensino está sendo investigada em Campos após o relato de uma mãe à Polícia Civil sobre supostos episódios de rigidez excessiva em sala de aula, que teriam provocado uma crise emocional e física em sua filha.
O caso, que teria iniciado em maio, é acompanhado pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia.
As investigações sobre o suposto comportamento da docente tiveram início após a mãe de uma aluna procurar a 146ª Delegacia de Polícia (Guarus) para registrar a denúncia.
De acordo com o relato, a professora apresentaria comportamento ríspido em sala de aula e teria, em diversas situações, proibido as crianças de beber água ou ir ao banheiro durante o período escolar. Entre elas, a filha da denunciante, uma menina de 8 anos.
Evidências físicas e psicológicas
Em um dos episódios narrados à polícia, a estudante teria retornado para casa com roupas sujas de urina e fezes, o que gerou preocupação na família. Ainda segundo o depoimento, a situação teria provocado crises de ansiedade e pânico na criança.
Dias depois, ao comparecer à escola para realizar uma prova, a aluna passou mal logo ao chegar à unidade. Ela apresentou batimentos cardíacos acelerados, vômitos e coloração arroxeada nos lábios, sendo necessária a condução ao hospital.
Desde então, a menina não quis mais retornar às aulas. Conforme apurado pela reportagem, outros alunos também teriam relatado medo da professora.
Professora foi afastada
Procurada, a SEDUCT informou, por meio de nota, que tomou conhecimento das alegações feitas pela responsável da aluna e que acompanha o caso com a devida atenção, em articulação com os órgãos competentes, incluindo a Polícia Civil. A pasta ressaltou que a direção da unidade escolar prestou as informações solicitadas e colabora integralmente com as autoridades.
A Secretaria esclareceu ainda que o termo “tortura” não consta, até o momento, nos registros e informações oficiais encaminhados ao órgão. No entanto, como medida administrativa, a profissional deixou de atuar na unidade escolar, com o objetivo de garantir a correta apuração dos fatos e assegurar a tranquilidade da comunidade escolar durante o andamento das investigações.
Por fim, a SEDUCT disse também que “reforça seu compromisso com a proteção dos estudantes, o acolhimento das famílias e a observância do devido processo de apuração. Por se tratar de procedimento em andamento, a Secretaria aguarda a conclusão das investigações para eventuais manifestações adicionais”.

