sábado, abril 11

O fortalecimento da rede de proteção é apontado como um dos principais caminhos para reduzir os casos

Foto: Bruno Campos

Macaé está entre os municípios do estado do Rio de Janeiro que não registram casos de feminicídio há pelo menos um ano. De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), o município soma 16 meses sem registros desse tipo de crime, figurando ao lado de outras cidades fluminenses com períodos semelhantes: Nova Iguaçu (13 meses), Belford Roxo (13 meses), Niterói (12 meses) e Tanguá (12 meses), em um cenário nacional marcado pelo aumento da violência letal contra mulheres.

Ao J3News, o prefeito de Macaé, Welberth Rezende, destacou a responsabilidade da gestão diante dos números. “Esses números mostram a responsabilidade que nosso governo tem com a segurança de todos, em especial com a das mulheres. E estamos trabalhando para que Macaé seja cada dia ainda mais segura, pois entendemos que isso traz investimentos, emprego e qualidade de vida para todos”, afirmou.

Mesmo com a ausência de feminicídios consumados nesses municípios, ainda há registros de tentativas de feminicídio nesses locais. No mesmo período analisado, Macaé registrou nove tentativas de feminicídio. Já Nova Iguaçu teve 19 ocorrências, Belford Roxo contabilizou 10 casos e Niterói registrou seis. Tanguá não apresentou registros de tentativas ao longo de um ano, segundo o levantamento do ISP. Especialistas apontam que o resultado está diretamente ligado à atuação integrada da rede de proteção, que envolve segurança pública, assistência social, atendimento psicológico e suporte jurídico.

A subnotificação ainda é considerada um dos principais desafios no enfrentamento à violência contra a mulher. Autoridades destacam que o acolhimento imediato da vítima, desde o primeiro atendimento, é decisivo para interromper o ciclo de violência.

Especialistas reforçam que o enfrentamento à violência contra a mulher exige a atuação conjunta de diferentes áreas e políticas públicas contínuas. O fortalecimento da rede de proteção é apontado como um dos principais caminhos para reduzir os casos de feminicídio e ampliar a segurança feminina no estado.

Com informações do G1 e J3News.

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