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    Home»Últimas Notícias»Lula e Flávio ganham e perdem pontos a cada nova investigação da PF
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    Lula e Flávio ganham e perdem pontos a cada nova investigação da PF

    10 de agosto de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Lula e Flávio ganham e perdem pontos a cada nova investigação da PF
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    Demais candidatos seguem em suas posições praticamente inalteradas

    Desde o início de 2026, pesquisas de intenção de votos vêm mostrando que a cada novo escândalo, bem como falas impróprias e erros de campanha, refletem na pontuação dos candidatos que polarizam a corrida presidencial. 

    Em março o nome de Lulinha, filho do presidente da República, surgiu em meio à CPI do INSS na esteira do escândalo que apurava fraudes nos descontos dos aposentados. Na mesma época a desaprovação de Lula da Silva, segundo o Instituto PoderData, chegou a 61%.

    E em abril, impulsionado pela turbulência petista, levantamento da Quaest mostrou que pela primeira vez o senador Flávio Bolsonaro havia ultrapassado numericamente Lula num eventual 2º turno: 42% a 40% — empate técnico.

    O sobe e desce da gangorra

    De lá para cá são os escândalos que têm determinado o perde e ganha de pontos. E neste flagelo reside a desventura da corrida presidencial do Brasil: não são os projetos de governo apresentados pelos candidatos que alteram suas posições na disputa — mas sim os escândalos.

    Vejamos: depois de abril, o caso ‘Dark Horse’, revelado em 13 de maio, em que Flávio pediu dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar a cinebiografia do pai, fez o candidato do PL despencar nas pesquisas. Pior que o dinheiro solicitado foi ter mentido sobre o pedido. Perdeu votos na direita moderada e até no núcleo mais próximo, como os empresários da Faria Lima. 

    Jaques Wagner e o Master

    Acontece que no mês seguinte foi a vez da pré-campanha de Lula da Silva ir a knockdown, quase um nocaute, no envolvimento direto de Jaques Wagner, líder do governo no Senado, na teia de Vorcaro. Compra de apartamento, jatinhos, 49 mil dólares em quarto de hotel, coleção de relógios de luxo e a indiscutível ligação do senador baiano — do “galego” de Lula — com Augusto Nunes, ex-sócio do Banco Master.

    A investigação da Polícia Federal apontou, ainda, suspeição de uma série de vantagens indevidas em favor de Wagner. Ele negou. Resistiu em deixar a liderança do governo — o que ficou ainda pior— mas saiu. Não à francesa, mas com ruídos, uma semana depois. Revelado mais adiante, Jaques Wagner tentou vender terreno de R$ 15 milhões um dia após ser alvo da PF. O ministro André Mendonça barrou a negociação.

    Há indícios, inclusive, de que toda a rede de corrupção do Banco Master teria começado na Bahia, com o Credcesta. Se confirmado, a suposta relação espúria coloca o caso em outro patamar de gravidade.

    Assim, a recuperação de Lula nas pesquisas por conta do ‘Dark Horse’ sofreu um duro golpe, logo captado por novos levantamentos em que Flávio voltava a respirar na pontuação de intenção de votos.

    Pulando de escândalo em
    escândalo, a nova pesquisa
    Quaest da próxima sexta
    feira (14) trará um retrato 
    atualizado da corrida
    presidencial
    O vídeo de Michelle

    Contudo, a campanha de Flávio mal conseguiu colher frutos do ‘Caso Jaques-Master’ quando sua madrasta, Michelle Bolsonaro, soltou um vídeo em que praticamente rompia com o senador — dizia-se desrespeitada, humilhada e até maltratada. Não há dúvida, a roupa suja lavada em público tirou votos de Flavio particularmente junto ao eleitorado feminino. Mas, curiosamente, os percentuais das pesquisas não se alteraram.

    Em recente declaração, Michelle ‘desculpou’ Flávio num vídeo pouco convincente. Por certo, recuperou alguma coisa a favor do enteado. Mas fica a pergunta: o estrago produzido em junho — pela forma contundente de suas falas — não vai impactar negativamente nas urnas muito mais do que a pazes?

    A pesquisa de semana passada, 05

    Há de se analisar que como os revezes em série batem em ambas as campanhas sem trégua, o eleitor moderado, diferente daquele que vota em Lula de qualquer jeito — o mesmo valendo para Flávio Bolsonaro — fica meio perdido e tem dificuldade para, digamos assim, pré-definir o voto. 

    Essa situação se mostra clara na pesquisa de semana passada (05), da Quaest, em que Lula recuou no cenário de 2º turno, com Flávio diminuindo a distância para 5 pontos. O levantamento mostrou o petista com 44% e Flávio com 39%. Considerando a margem de erro, nada muito diferente do que os demais institutos vêm mostrando. Os demais candidatos seguem nas pontuações já captadas, flutuando na casa de 3% a 4%. 

    Por ora será preciso aguardar os reflexos das investigações da PF contra Lulinha — desta vez em suposta ocorrência de tráfico de influência —, para ver se a nova pesquisa Quaest a ser divulgada na próxima sexta (14) traz mudanças no tabuleiro.

    De certo, o hoje não vale para amanhã. A campanha começa no próximo domingo (16) e o horário eleitoral — que poderá ampliar a visibilidade do senador Flávio Bolsonaro — dia 28. Logo, nada está definido. 

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