sexta-feira, outubro 16

Presidente da CDL Campos reconhece demanda por mais qualidade de vida, mas prevê mudanças na rotina das empresas

Geral

16 de outubro de 2026 – 9h30

Foto: Josh

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campos (CDL), Fábio Paes, se manifestou sobre a aprovação do fim da escala 6×1 pelo Senado Federal. Em vídeo gravado nesta sexta-feira (16) sobre o tema, ele reconheceu que a mudança atende a uma demanda social por mais qualidade de vida para os trabalhadores, mas ponderou que a transição exigirá adaptações das empresas, especialmente no comércio.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 foi aprovada em dois turnos pelo Senado, com 75 votos favoráveis e um contrário em cada votação. O texto prevê dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial, e redução gradual da jornada máxima semanal, de 44 para 40 horas. A proposta segue para promulgação.

Na avaliação de Fábio, a mudança no comportamento das novas gerações precisa ser considerada no debate e as empresas terão de acompanhar essa transformação.

“Tem demandas sociais, tem demanda das pessoas, que não adianta ficar indo contra. Uma grande parcela da geração Z tem outros valores, diferentes dos nossos e de outras gerações. Essa garotada busca qualidade de vida, mais repouso, contemplação, curtição, viagem. Isso está mudando o comportamento social, e aquele que não entende essa mudança fica para trás”, afirmou.

Mudança na rotina
O presidente da CDL reconhece que a adequação pode elevar as despesas dos negócios. Entre as alternativas, cita a contratação de mais funcionários, a redução do horário de atendimento e a adoção de tecnologias para automatizar serviços.

“Vai aumentar o custo? Vai. Vai ter que contratar mais gente? Vai. Ou então não vai ter que contratar mais gente, vai diminuir o horário do atendimento. Vai ter que colocar totens, atendimento automatizado? Vai. Mas é um processo que a gente vai ter que passar, assim como as empresas já se adaptaram a tantas outras coisas do Brasil”, disse.

Fábio também direcionou críticas à burocracia e à carga tributária, que considera obstáculos importantes para quem empreende no país. Embora reconheça que o comércio estará entre os setores que precisarão enfrentar os efeitos da mudança, ele avalia que o cenário não deve ser tratado como um desastre inevitável.

“Como presidente da CDL, eu sei que represento uma grande parcela dessa economia que mais vai sofrer nesse primeiro momento. Mas nós já passamos por muitas coisas e não é por isso que vai haver um desastre no Brasil. A gente vai se adaptar e eu torço para que essas pessoas realmente consigam ter mais qualidade de vida”, declarou.

Ao comentar os possíveis efeitos econômicos, Fábio ponderou que um eventual aumento de custos também pode repercutir nos preços e no poder de compra dos consumidores. Ele argumentou que, caso as despesas subam sem um crescimento equivalente da renda, algumas pessoas poderão precisar reorganizar seus gastos ou buscar atividades complementares para ampliar os ganhos.

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