sexta-feira, setembro 18

Com duração prevista de 18 meses, levantamento reunirá dados ambientais, sociais e econômicos sobre o litoral, além de monitoramento de cenários

Atafona, São João da Barra (Divulgação/Reprodução)

São João da Barra iniciou os trabalhos de campo do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), que vai analisar alternativas para enfrentar a erosão costeira em Atafona e no Açu. Orçado em R$ 5,6 milhões, o estudo atende a uma condicionante do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para que o município possa pleitear recursos estaduais e federais destinados a futuras obras.

Com duração prevista de 18 meses, o EVTEA reunirá dados ambientais, sociais e econômicos sobre o litoral, além de monitoramento e modelagens computacionais para avaliar diferentes cenários. Em outubro, contêineres de atendimento serão instalados em Atafona e no Açu para aproximar a equipe da população, esclarecer dúvidas e ampliar a participação dos moradores.

A iniciativa é considerada uma etapa fundamental para a elaboração de projetos e a busca de recursos para intervenções de maior porte. Entre as alternativas que poderão ser analisadas estão a recuperação de dunas e o engordamento artificial das praias. A definição de qualquer solução dependerá dos resultados do estudo.

“É esse levantamento completo que vai nos dar segurança para buscar os recursos necessários e avançar em uma solução concreta”, afirma a prefeita Carla Caputi.

A erosão em Atafona se intensificou desde a década de 1970 e já provocou a destruição de centenas de imóveis, ruas e áreas urbanas. O estudo pretende identificar as causas e a dinâmica do avanço do mar e apontar alternativas tecnicamente, ambientalmente e economicamente viáveis.

Equipe multidisciplinar

O trabalho é desenvolvido por 29 especialistas das áreas de oceanografia, geologia, engenharia costeira, biologia, geografia, meio ambiente e planejamento territorial. A equipe também prevê cooperação com universidades e centros de pesquisa, além do intercâmbio de experiências internacionais em proteção costeira.

Segundo o CEO do Grupo Caruso, Francisco Caruso Jr., responsável pela condução do estudo por meio da SEACaruso Soluções Oceânicas & Energias Renováveis, a prioridade é reunir dados consistentes antes da definição de medidas. “O objetivo é compreender o comportamento real do litoral, reunir dados confiáveis e avaliar diferentes cenários para que as decisões futuras sejam tomadas com segurança técnica.”

No fim de setembro, a diretora técnica da SEACaruso, Clarissa Menin, apresentará o Plano de Trabalho do EVTEA à Câmara Técnica de Dinâmica Costeira, Erosão Marinha e Riscos Climáticos Associados, em reunião na Prefeitura de São João da Barra. A apresentação detalhará metodologia, atividades de campo, modelagens e cronograma do projeto.

Com informações da Ascom

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