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A morte do menino Bernardo, de apenas cinco anos, expôs de forma dolorosa o avanço da violência em Guarus. A guerra entre facções já alterou a rotina de milhares de moradores e exige uma resposta firme das autoridades de segurança pública. Não basta aumentar o patrulhamento depois de cada tragédia. É preciso investir em inteligência, efetivo, equipamentos e integração entre as forças de segurança.
Já há motivos estatísticos para a criação de uma Delegacia de Homicídios em Guarus, permitindo que equipes especializadas concentrem esforços na investigação dos crimes mais graves, assim como o já prometido Batalhão da Polícia Militar.
A experiência de Macaé mostra que tecnologia e integração policial podem produzir resultados expressivos. Campos precisa buscar essa experiência e adaptar medidas que apresentem resultados concretos. Segurança, porém, também depende da presença permanente do poder público nos bairros. Saúde, educação, iluminação, lazer e espaços públicos bem cuidados ajudam a reduzir a vulnerabilidade das comunidades.
O Parque São Mateus e outros bairros de Guarus precisam recuperar serviços básicos e oportunidades para seus moradores. É necessário criar um pacto pela segurança, reunindo Prefeitura, polícias, Ministério Público, Judiciário, universidades e representantes da população. O objetivo deve ser estabelecer metas, acompanhar indicadores e cobrar resultados.
A morte de Bernardo não pode ser apenas mais um episódio nas estatísticas. Ela precisa marcar o início de uma reação organizada para impedir que o crime avance ainda mais. Guarus precisa de proteção, serviços públicos e perspectivas de futuro. E essa resposta precisa ser dada já!
