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Artigo

16 de agosto de 2026 – 0h01

Mariana Lontra Costa – Presidente da OAB/Campos – Há profissões que escolhemos. Outras, com o tempo, passam a fazer parte de quem somos. A advocacia é assim.

Neste mês dedicado à advocacia, mais do que celebrar uma profissão, é importante lembrar à sociedade o que significa exercê-la. Por trás de processos, audiências e petições existem pessoas, histórias, direitos ameaçados, conflitos e vidas que, em algum momento, precisam encontrar quem lhes dê voz.

Não por acaso, a Constituição reconhece o advogado como indispensável à administração da Justiça. Porque não existe verdadeira Justiça sem defesa, contraditório e liberdade para questionar, argumentar e enfrentar arbitrariedades.

Advogar, por isso, exige muito mais do que conhecer leis. Exige técnica, estudo e responsabilidade, mas também coragem, equilíbrio e sensibilidade. Recebemos pessoas em alguns dos momentos mais difíceis de suas vidas e precisamos compreender que aquilo que para nós está registrado em um processo, para alguém pode representar sua família, seu patrimônio, sua liberdade, sua dignidade ou seu futuro.

Talvez seja essa uma das maiores grandezas da profissão: transformar conhecimento em instrumento de proteção.

Advogar é saber ser firme sem perder a gentileza; enfrentar quando necessário, mas também reconhecer quando o diálogo é o melhor caminho. É compreender que nem toda vitória está em uma sentença e que, muitas vezes, fazer Justiça também significa devolver paz onde antes havia conflito.

Defender a advocacia, portanto, não é defender privilégios de uma classe. Uma advocacia livre, independente e respeitada protege o cidadão, fortalece as instituições e sustenta o próprio Estado Democrático de Direito.

Advogar é carregar essa confiança com responsabilidade e coragem. A advocacia é a ponte entre o cidadão e o Judiciário, entre aquele que busca amparo e a Justiça que precisa alcançá-lo. E é justamente nessa travessia que reside a grandeza do nosso ofício: estar ao lado de quem precisa, defender o que lhe é de direito e jamais permitir que lhe falte voz. Porque advogar, antes de ser profissão, é missão.

O conteúdo dos artigos é de responsabilidade exclusiva dos autores e não representa a opinião do J3News.

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