As investigações da Polícia Civil apontam que Glaubênia foi morta a facadas em julho de 2023 pelo funcionária

Foragido da Justiça acusado de matar e ocultar o corpo da médica Glaubênia Serpa Costa foi preso nessa terça-feira (10) em Rio das Ostras, na Região dos Lagos. O homem, identificado pelas iniciais E.P., foi localizado escondido em uma pousada no bairro Maria Turri, após um dia inteiro de monitoramento da Polícia Civil e tentativas de fuga.
A prisão foi realizada por policiais da 146ª Delegacia de Polícia (Guarus), em Campos. A mesma equipe que conduziu as investigações iniciais manteve as buscas pelo suspeito mesmo após ele ter obtido liberdade provisória meses atrás e passar à condição de foragido.
Contra ele havia um mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio. Após a captura, o suspeito foi conduzido para a 146ª DP, onde foram realizados os procedimentos de praxe, e será encaminhado ao sistema prisional, ficando à disposição da Justiça.
O caso teve grande repercussão e começou em julho de 2023, quando a médica desapareceu em Rio das Ostras. A investigação apontou que o homem atuava como uma espécie de secretário ou “faz-tudo” da médica e teria sido indicado para o trabalho pela própria esposa, que já havia sido empregada doméstica da vítima.
Após o crime, ele passou a se apresentar como irmão de Glaubênia, dizendo que ela teria viajado para a região Sul do país. O corpo da vítima só foi localizado em março de 2024, enterrado no quintal da própria residência.
Segundo a Polícia Civil, após o homicídio, o acusado passou cerca de oito meses se passando pela médica. Nesse período, ele movimentou contas bancárias, utilizou bens pessoais, manteve as redes sociais da vítima ativas e chegou a emitir atestados médicos em seu nome, numa tentativa de ocultar o crime e simular que ela estivesse viva ou viajando. O carro da vítima também estava em posse do suspeito e foi apreendido.
O desaparecimento só foi oficialmente investigado após uma denúncia anônima, o que levou à descoberta do corpo e à elucidação do crime. E.P. chegou a ser preso na época, mas obteve liberdade provisória e passou a ser considerado foragido.
Mesmo após a concessão do benefício, a equipe da 146ª DP manteve o trabalho de inteligência e as buscas, que resultaram na prisão do acusado nessa terça-feira.

