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Por Leonardo Barros

Em uma das melhores fases da história do Americano, entre as décadas de 1990 e 2000, artilheiro tinha nome e sobrenome: Luciano Viana. O homem gol do extinto Godofredo Cruz comandou, inclusive, a virada de 2 a 1 contra o Vasco, que garantiu a conquista da Taça Guanabara de 2002. Jogando em casa, o camisa 7 fez os dois gols no segundo tempo, fazendo a torcida explodir na arquibancada. No total, foram 14 contratos assinados entre clube e jogador, que depois ainda foi eleito para o cargo de presidente.
“Fizemos uma grande campanha e, na decisão, enfrentamos o Vasco, que tinha um timaço. Romário abriu o placar, o time não se abateu e, usando a nossa experiência, conseguimos a virada. Com o apoio da nossa torcida no Godofredo, era difícil ganhar da gente”, lembra Luciano.
O Americano venceu também a Taça Rio em 2002. Na competição, foram 20 vitórias e quatro empates, com 31 gols de saldo. As únicas duas derrotas foram justamente na decisão do Carioca contra o Fluminense, que ficou com o título.


Início no rival
A carreira de sucesso no Americano teve um início azul na Rua do Gás. Luciano Viana é cria da base do Goytacaz. Chegou na adolescência. No juvenil, foi emprestado ao Fluminense, mas voltou para Campos um ano depois para se profissionalizar. Depois, mais uma saída, dessa vez para o Santos. Entre idas e vindas, sem acordo para vendas, chegou ao Americano no início da década de 1990.
“Não é fácil jogar por clubes rivais. Mas tenho o respeito das duas torcidas e também respeito os clubes. A torcida do Goytacaz ficou chateada por ter trocado de clube, mas nunca deixou de me tratar bem. Já no Americano, tenho uma trajetória vencedora, com títulos marcantes”.
Além do Americano, Luciano também destaca suas passagens por Remo e Boavista de Portugal. Em Belém, o atacante é ídolo, principalmente por ter uma excelente atuação no acesso à Série A do Brasileiro em 1992. No clube português, o atacante jogou a Copa da Uefa, uma das principais competições da Europa.
Em Portugal, o atacante também jogou pelo Gil Vicente. No Brasil, destaque para Vasco, Paraná e Santa Cruz. Porém, passou também por mais clubes, como Ituano, Anapolina, entre outros.
Os Vianas e a presidência
Uma curiosidade com seu sobrenome marcou sua passagem pelo Americano. Um boato de que ele seria filho do polêmico Eduardo Vianna, o Caixa D’Água, ex-presidente da Federação de Futebol do Rio e torcedor apaixonado do clube campista.


“Tínhamos uma relação muito boa, era um amigo que me tratava muito bem e tinha um amor gigante pelo Americano. Me ajudou muito nos contratos que assinei com o clube. Mas essa história do parentesco era muito engraçada. Quando íamos jogar fora de casa, as torcidas adversárias pegavam no meu pé, por ser parente do Caixa D’Água (risos)”, conta o ex-atacante, lembrando do apoio do dirigente em sua passagem por São Januário.
“Não tinha empresário e nem representantes, eu mesmo negociava meus contratos. Me reuni com o Eurico Miranda e não chegamos em um acordo. Saí da sala e fiz um contato com o Eduardo Viana explicando a situação. Logo depois, o Eurico me chamou de volta e disse que, além de esperto, também tinha padrinho forte. Fechamos contrato pelos termos que eu tinha pedido”.


A experiência vivida no futebol foi determinante no pós-campo. Foi diretor de futebol e eleito presidente do Americano. Atualmente é vice-presidente da Fundação Municipal de Esportes da Prefeitura de Campos.
“Ser jogador era mil vezes melhor (risos). Tirando as brincadeiras, ser presidente é uma tarefa muito árdua e tive esse privilégio por três anos no Americano. Assumi o cargo em um dos momentos mais complicados da história do clube, mas com seriedade, transparência e credibilidade, fizemos um grande trabalho, honrando compromissos e não atrasando salários”.
