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A revitalização do Centro Histórico de Campos é uma premissa já pacificada pela sociedade organizada. Todos concordam ser vital, não apenas para a atividade comercial, mas como marco de civilidade de uma cidade com mais de meio milhão de habitantes.
Trata-se de uma equação complexa, mas que já revelou um denominador comum, ilustrado pela soma de esforços da sociedade organizada e do poder público. Não existe divisão de opiniões, nem dúvidas quanto à necessidade de focar no Centro como ponto de partida para novas experiências, como a retomada deste perímetro para empreendimentos habitacionais.
Na soma deste esforço, percebe-se que a conta não fecha nem diante das estatísticas sobre a segurança pública.
Reordenar o Centro exige passos juntos, com ações de recuperação de equipamentos e de segurança pública. Neste contexto o esforço tropeça diante de uma impunidade que caminha ao lado de uma passividade ante a questão das pessoas em situação de rua que hoje habitam o Centro.
Reconhecemos que essa é uma pauta de aspecto social, mas frisa-se que neste núcleo de pessoas em situação de rua, uma parte alimenta uma curva crescente de furtos, roubos e arrombamentos.
Os agentes de segurança prendem, mas a legislação criminal passiva solta. O assunto foi levado ao Ministério Público, buscando um norte para a solução do problema que é social, sim, mas criminal também.
O que não se pode permitir é que os esforços para transformar essa realidade sejam enfraquecidos ou que os avanços conquistados até aqui sejam perdidos.
