sábado, fevereiro 28

Exército israelense alegou que um dos correspondentes era um ‘terrorista’ que ‘se fazia passar por jornalista’

Mundo

11 de agosto de 2025 – 9h06

Foto: Eyad Baba

A rede catári al-Jazeera informou que dois correspondentes e três cinegrafistas do canal morreram após um bombardeio israelense neste domingo contra sua tenda na Cidade de Gaza. O exército israelense confirmou que havia realizado um ataque contra Anas al-Sharif, um conhecido correspondente da emissora, a quem classificou como um “terrorista” que “se passava por jornalista”. Ataque israelense mata cinco jornalistas da Al Jazeera em Gaza.

Este é o ataque mais recente contra jornalistas nos 22 meses de guerra na Faixa de Gaza, que já vitimou cerca de 200 profissionais de imprensa, segundo organizações civis. De acordo com o Centro de Proteção a Jornalistas (CPJ), o conflito é o mais letal para a imprensa das últimas décadas, superando a guerra no Iraque.

“O jornalista da al-Jazeera Anas al-Sharif foi assassinado junto com três colegas no que parece ser um ataque israelense direcionado, disse o diretor do hospital al-Shifa na Cidade de Gaza”, informou a rede sediada no Catar.

O comunicador de 28 anos “morreu no domingo depois que uma tenda para jornalistas, localizada na área externa da entrada principal do hospital, foi atingida. O conhecido correspondente da al-Jazeera em árabe fez ampla cobertura a partir do norte de Gaza”, acrescentou o canal.

A al-Jazeera disse posteriormente que cinco de seus funcionários morreram no bombardeio na Cidade de Gaza e identificou os outros como o correspondente Mohammed Qreiqeh e os cinegrafistas Ibrahim Zaher, Mohammed Noufal e Moamen Aliwa.

Segundo jornalistas locais, Noufal era motociclista e ajudava como cinegrafista.

“Recentemente, na Cidade de Gaza, as Forças de Defesa de Israel (IDF) atacaram o terrorista Anas al-Sharif, que se passava por jornalista para o canal al-Jazeera”, afirmou o exército israelense no Telegram.

“Anas al Sharif atuava como chefe de uma célula terrorista da organização terrorista Hamas e era responsável por promover ataques com foguetes contra civis e tropas israelenses”, acrescentou na mensagem.

Com seus relatos diários, al-Sharif era um dos correspondentes mais conhecidos do canal na cobertura da guerra em Gaza.

Fonte: O Globo.

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