quinta-feira, agosto 27

No dia 4 de outubro, a população brasileira vai escolher os seus representantes nas assembleias legislativas, no Congresso e na Presidência

Geral

27 de agosto de 2026 – 18h09

Em tempos de eleições gerais, com o futuro do país a ser definido nas urnas há menos de dois meses, o assédio eleitoral é um tema importante a ser discutido. No dia 4 de outubro, a população brasileira vai escolher os seus representantes nas assembleias legislativas (deputados estaduais), no Congresso Nacional (deputados federais e senadores), nos governos estaduais e na Presidência da República. Para governador e presidente, há possibilidade ainda de segundo turno, a ser realizado em 25 de outubro.

Com os debates sobre política tomando conta do dia a dia, seja nas redes sociais, televisão ou mesmo no ambiente de trabalho, o advogado campista Fábio Bastos decidiu criar um guia prático para gestores sobre assédio eleitoral, propaganda política e condutas no ambiente empresarial. O documento pontua que assédio eleitoral é toda conduta que tenha o objetivo de influenciar, constranger ou coagir o trabalhador a votar, não votar, mudar seu voto ou apoiar determinado candidato, partido ou ideologia. “É a utilização da relação de trabalho para interferir na liberdade de escolha política do trabalhador”, alerta a cartilha.

“Percebemos que a partir das eleições de 2018, nós tivemos uma ampla polarização no país. Então, essa ideia surgiu a partir do receio que os nossos clientes começaram a apresentar diante deste cenário. Priorizando um ambiente de trabalho sereno, esse gestores começaram a me procurar para tirar dúvidas sobre comportamento”, conta Fábio Bastos. E acrescenta:

Em paralelo a isso, a gente vê notícias contstantemente de condenações por problemas eleitorais no ambiente do trabalho, geralmente assédio eleitoral praticado até pelos gestores e diretores. Então, posso sintetizar assim, que foram esse dois pontos que me deram a ideia de fazer esse manual”, complementa.

O guia prático disponibiliza orientações sobre o que se deve ou que não se deve fazer no ambiente de trabalho, tanto no que se refere aos gestores, quanto aos trabalhadores para com seus colegas, em diversas situações relacionadas ao cenário poítico. Por exemplo, a cartilha explica que são permitidas conversas informais entre empregados, fora do horário de trabalho e sem pressão sobre terceiros. Não é permitido fazer campanha, pedir votos ou divulgar candidatos durante o expediente ou em espaços da empresa.

Compartilhar opiniões pessoais de forma espontânea e respeitosa, sem usar recursos da empresa, bem como o uso pessoal de redes sociais fora do expediente e sem identificação com a empresa, são atitudes permitidas. Por outro lado, usar cargo, posição ou influência para induzir ou constranger colegas a apoiarem alguém, utilizar e-mails, murais, grupos internos ou redes corporativas para fins políticos, já práticas vedadas.

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