Associação fundada em 1927 tem contribuição relevante para história local

Prestes a completar 100 anos de fundação, o Clube Monte Líbano de Campos planeja renovação em sua diretoria. Fundada em 1927, a associação tem contribuição relevante para a história da cidade. Sem atividades desde o fim dos anos 1980, o clube planeja agora uma nova fase.


Inativo há quatro décadas, o Clube Monte Líbano perdeu no último mês o seu último presidente, Dr. Bassam Moussallem. O médico faleceu no dia 7 de outubro, aos 79 anos. Fundador da Clínica de Medicina do Trabalho (Cemoc), Dr. Bassam teve uma trajetória de décadas ligada à Medicina do Trabalho e à perícia médica. Antes dele, o clube já tinha perdido o seu vice-presidente, Josef Nassar. Agora, os associados planejam a formação de uma nova diretoria.
“Com a perda do Dr. Bassam e, tendo em vista que já tínhamos perdido o último vice-presidente, José Nassar, sabemos que há uma necessidade agora de renovar a diretoria. É um clube tradicional e que já movimentou muito a cidade”, conta Adel Nassar Abou Rejeili, associado do clube e atual vice-presidente administrativo da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campos (CDL).
História
A associação foi fundada em 1927, à época como Sírio-Libanês. Depois, tornou-se Grêmio Sírio-Libanês e, por último, Clube Monte Líbano. Desde a sua fundação, reunia famílias de origem libanesa em grandes encontros. A primeira sede ficava na Praça São Salvador. No prédio, que ainda é do clube, hoje funciona um salão de beleza no térreo.
“As reuniões eram ali, depois o espaço foi ficando pequeno e o clube adquiriu o terreno que hoje fica em frente um shopping na Avenida 28 de Março. Depois, a ideia era ampliar mais e foi feita a compra da área onde hoje é a Uenf. O Governo do Estado ressarciu a associação, mas desde então não houve mais a aquisição de um novo local e as atividades foram se findando”, relata Adel Nassar.
A comunidade sírio-libanesa tem uma passagem relevante na história de Campos. Foi ela quem doou o Altar-Mor da Catedral Basílica Menor de São Salvador. A doação foi feita em 1935, mesmo ano da inauguração da Catedral.


“A Catedral Basílica Menor do Santíssimo Salvador guarda em seu interior um valioso acervo de arte sacra. Entre seus elementos de maior destaque está o Altar-Mor, de tradição tridentina, doado pela Colônia Sírio-Libanesa. O Altar-Mor da Catedral é um patrimônio de fé, arte e história da cidade”, comenta Monsenhor Leandro de Moraes Diniz, Vigário Geral da Diocese de Campos e Pároco da Catedral.
E acrescenta: “A doação representa um gesto significativo de fé, generosidade e integração da comunidade sírio-libanesa à história campista. Mais do que uma obra de arte sacra, o Altar-Mor constitui um testemunho da participação dessa comunidade na construção da identidade religiosa e cultural do município”, complementa.
