A cena se repete por várias ruas da área central, principalmente no Calçadão: bicicletas elétricas e até as comuns tomando área de pedestres

Você sabia que apenas uma empresa já vendeu cerca de 2.400 bicicletas elétricas só neste ano em Campos? Foram em média 300 vendidas por mês até agora. O número simboliza um novo cenário e uma nova realidade no sistema de mobilidade do município. A situação fica evidente no Centro, onde o Boulevard Francisco de Paula Carneiro (Calçadão) e algumas ruas bastante movimentadas ganharam um novo perfil, com as bikes elétricas e scooters tomando conta do espaço.
O J3News destacou, recentemente, uma imagem que chama a atenção na Rua Governador Teotônio Ferreira de Araújo: a calçada tomada por bikes elétricas e comuns, em frente ao prédio da livraria Ao Livro Verde. A cena levantou discussão sobre vários temas. Primeiro, sobre os bicicletários, paraciclos e vagas públicas disponíveis na cidade. Bem próximo ao local citado, há um paraciclo no modelo “U” invertido, equipamento com capacidade para bicicletas elétricas e comuns. Já os veículos classificados como scooters devem ser estacionados em vagas públicas ou privadas para motos. Em nota ao J3, a Prefeitura disse que foram instalados recentemente 23 pontos com paraciclos na área central, totalizando 220 novos equipamentos no modelo “U” invertido.
A reportagem conversou com usuários destes equipamentos, que alertam para outras questões relacionadas ao estacionamento desses veículos em vagas públicas no formato disponível na cidade. “Tenho bicicleta elétrica e sei que ela não pode ser exposta à chuva, porque pode dar problemas. Além disso, tem a questão da segurança. Outro dia deixei a minha em uma vaga pública no Centro. Tentaram furtar. Só não conseguiram porque o alarme disparou”, conta a historiadora e professora Katharyne Siqueira.
Para o arquiteto e urbanista Renato Siqueira, a situação evidencia um impacto no sistema de mobilidade urbana, acentuado pela deficiência no sistema de transporte público.
