quarta-feira, agosto 19

Desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto está na mesma ação. O placar agora é de 3 a 0, faltando apenas o voto do ministro Flávio Dino

Ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar / Crédito: Alex Ramos/Alerj

A Primeira Turma do STF formou nessa terça-feira (18) para receber a denúncia contra Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Ele é acusado de usar o cargo para atrapalhar investigações contra o Comando Vermelho.

Os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes, que havia se manifestado na sexta-feira (14) pelo recebimento da acusação. Com isso, o placar chegou a 3 a 0. Falta apenas o voto do ministro Flávio Dino.

Os ministros também votaram para tornar réus o desembargador Macário Ramos Júdice Neto; a esposa do ex-deputado estadual TH Joias, Jéssica de Oliveira Lima; e seu assessor parlamentar Thárcio Nascimento Salgado.

A maioria de votos pode tornar, Bacellar e Macário Júdice réus no processo, que apura uma suposta obstrução de investigação envolvendo o ex-deputado estadual TH Joias e outros investigados ligados ao Comando Vermelho. O caso é analisado no plenário virtual da Primeira Turma, cujo prazo para votação termina na próxima sexta-feira.

De acordo com as investigações, Bacellar, teria avisado ao então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, sobre a operação que o prenderia na véspera da ação. Segundo a corporação, o vazamento possibilitou que o parlamentar destruísse provas e deixasse a própria casa horas antes da chegada dos agentes.

Segundo a PF, a intervenção de Bacellar causou obstrução na investigação realizada no âmbito da Operação Zargun. O envolvimento do ex-presidente da Alerj foi descoberto após análise do material apreendido na operação de setembro.

O desembargador Macário Júdice, que à época era relator das investigações no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), é apontado pela Procuradoria Geral da República como peça central do suposto vazamento. Ele é também é acusado de violação de sigilo funcional.

Bacellar foi preso em dezembro em uma operação destinada a combater a atuação de agentes públicos envolvidos no vazamento de informações sigilosas. Liberado após o plenário da Alerj votar pela soltura dele, foi preso novamente em março deste ano, após ter o mandato de deputado cassado pela Tribunal Superior Eleitoral (TSE). TH Joias está preso desde setembro de 2025, e Macário Neto, desde dezembro.

Com informações de O Globo.

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