Reconhecimento nacional destaca excelência assistencial, eficiência na gestão e investimentos contínuos em tecnologia e qualificação profissionais

(Fotos: Isabel Calil e Ocinei Trindade)
Pelo terceiro ano consecutivo, as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Hospital Dr. Beda receberam a certificação Top Performer, concedida pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) em parceria com a Epimed Solutions. O reconhecimento coloca a instituição entre as unidades de melhor desempenho do país, consolidando uma trajetória marcada por investimentos em tecnologia, qualificação profissional e aprimoramento constante dos processos assistenciais.
A certificação é resultado de uma avaliação rigorosa realizada em centenas de hospitais brasileiros. Segundo o gerente comercial da Epimed, Jean-Pierre Silva, mais de 800 hospitais participaram da análise nacional e apenas cerca de 220 alcançaram o selo de excelência.
“A certificação utiliza uma matriz de eficiência que avalia a utilização dos recursos e a taxa de mortalidade padronizada. Para alcançar o reconhecimento, é necessário demonstrar equilíbrio entre os investimentos realizados e os resultados assistenciais obtidos”, explicou.
De acordo com ele, o principal significado da certificação para a população é a garantia de que a unidade apresenta elevado padrão de desempenho. “O que essa certificação chancela é que a UTI do Hospital Dr. Beda apresenta uma performance de excelência, alcançando os resultados esperados em termos de qualidade assistencial, eficiência e sobrevida dos pacientes”, afirmou.
Para a diretora administrativa do Grupo IMNE, Martha Henriques, a conquista representa muito mais do que um prêmio institucional. Segundo ela, trata-se do reconhecimento de um trabalho coletivo desenvolvido diariamente por profissionais de diferentes áreas.
“Receber essa certificação pelo terceiro ano consecutivo nos enche de orgulho. É o reconhecimento dos processos implantados, dos fluxos que seguimos e da forma como toda a equipe se dedica ao registro das informações e à construção de indicadores que permitem comparações com as melhores UTIs do país”, destacou.
Martha ressalta que os dados gerados pelos sistemas de monitoramento são fundamentais para orientar decisões estratégicas. “Essas informações nos proporcionam uma visão clara do nosso perfil epidemiológico, mostram como estamos evoluindo e ajudam a definir os caminhos que devemos seguir no futuro”, observou.
Além dos resultados assistenciais, a diretora destaca os investimentos constantes em inovação tecnológica. Atualmente, o hospital avança em projetos de integração digital e inteligência artificial aplicados à terapia intensiva.
“O mais importante é que esses investimentos trazem segurança para o paciente, para a família e também para os profissionais. Estamos realizando a integração dos leitos de terapia intensiva e ampliando esse sistema para outras áreas críticas da instituição. Tudo isso vem acompanhado de investimentos na capacitação de médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e demais profissionais”, afirmou.
Evolução e reconhecimento
A evolução da terapia intensiva ao longo das últimas décadas também é testemunhada por quem acompanhou sua transformação desde os primeiros anos. Coordenador médico e um dos profissionais mais experientes da instituição, o médico intensivista Afonso Celso vê na certificação a confirmação de que o trabalho desenvolvido está produzindo os resultados esperados.
“Essa certificação é a confirmação de que todo o esforço realizado pela equipe gera exatamente o resultado que esperamos: um resultado que beneficia os pacientes e torna o nosso trabalho muito mais gratificante”, disse.
Ele faz questão de dividir o reconhecimento com todos os integrantes da assistência. “Esse trabalho não é individual. É um trabalho coletivo, desenvolvido por uma equipe que se organiza, atua de forma integrada, discute os casos e busca sempre o melhor resultado para cada paciente”, ressaltou.
Com mais de quatro décadas dedicadas à terapia intensiva, Afonso Celso acompanhou profundas mudanças na área. Seu primeiro plantão em UTI ocorreu em janeiro de 1983. Já no Hospital Dr. Beda, ele atua desde a inauguração da unidade, em setembro de 1993.
Segundo o médico, embora os avanços tecnológicos sejam evidentes, a principal transformação aconteceu na composição das equipes multiprofissionais.
“Sou de uma época em que uma UTI contava basicamente com um médico, um enfermeiro e alguns técnicos de enfermagem. Hoje temos profissionais de diversas áreas trabalhando juntos. Além dos médicos e enfermeiros, contamos com fisioterapeutas, nutricionistas e outros especialistas. Isso contribui para uma qualidade assistencial muito maior”, avaliou.
Para ele, a tecnologia e a qualificação profissional caminham lado a lado. “A própria evolução tecnológica exige cada vez mais profissionais capacitados para utilizar todos esses recursos da melhor forma possível”, observou.
A conquista da certificação Top Performer pelo terceiro ano consecutivo reforça o posicionamento do Hospital Dr. Beda entre as instituições de referência em terapia intensiva no Brasil. Mais do que um reconhecimento técnico, a certificação representa o resultado de uma cultura voltada para a segurança do paciente, a eficiência assistencial e a busca permanente pela excelência no cuidado à vida.
