Macaé, Campos e São João da Barra estão entre os maiores beneficiados; Maricá lidera repasses no estado

Os municípios fluminenses recebem nesta quinta-feira (28) mais uma parcela dos royalties do petróleo, recursos provenientes da exploração offshore que seguem desempenhando papel estratégico nas finanças municipais. Entre os municípios do Norte Fluminense e da região produtora, Macaé aparece entre os maiores beneficiados, com repasse de R$ 106,1 milhões. Campos dos Goytacazes recebeu R$ 54,1 milhões, consolidando-se como um dos principais destinatários dos recursos petrolíferos no estado.
São João da Barra, diretamente impactado pela atividade petrolífera e pela cadeia logística ligada ao setor, recebeu R$ 20,7 milhões. Quissamã teve repasse de R$ 13,1 milhões, enquanto São Francisco de Itabapoana recebeu R$ 5,95 milhões.
No cenário estadual, o maior valor registrado foi destinado a Maricá, que recebeu R$ 173,3 milhões em royalties e participações governamentais. Em seguida aparecem Macaé, com R$ 106,1 milhões, e Niterói, contemplado com R$ 90,8 milhões.
Campos dos Goytacazes figura entre os maiores volumes do estado, à frente de municípios como Saquarema, que recebeu R$ 49,7 milhões, e Armação dos Búzios, com R$ 38,2 milhões.
Na outra ponta da tabela, os menores repasses foram observados em municípios de menor participação na divisão dos royalties. São Sebastião do Alto recebeu R$ 1,61 milhão, o menor valor da relação divulgada. Também aparecem entre os menores repasses Aperibé, com R$ 1,69 milhão, e Cambuci, com R$ 1,86 milhão.
Os royalties do petróleo são distribuídos conforme critérios definidos pela legislação federal e representam importante fonte de receita para cidades produtoras ou impactadas pela atividade petrolífera, contribuindo para investimentos em infraestrutura, saúde, educação e serviços públicos.
O analista de petróleo Welington Abreu destacou que o aumento nos royalties deste mês reflete a valorização do petróleo no mercado internacional, influenciada pelas tensões no Golfo Pérsico e pela instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e outras commodities. Segundo ele, mesmo com possibilidade de redução das tensões, o cenário ainda inspira cautela devido aos estoques reduzidos e à sensibilidade do mercado.
O superintendente de Petróleo, Gás e Tecnologia de São João da Barra alertou ainda para impactos negativos na distribuição dos royalties em municípios como São João da Barra, Campos, Macaé e São Francisco de Itabapoana, em razão de demanda judicial envolvendo Mangaratiba, além da paralisação da plataforma P-52 no campo de Roncador. Abreu também chamou atenção para o julgamento da Lei dos Royalties no Supremo Tribunal Federal e defendeu prudência na gestão dos recursos. “Neste momento, a palavra de ordem deve ser contenção, prudência e responsabilidade fiscal”, afirmou.

