quarta-feira, fevereiro 4

Presidente afastado pelo STF, deputado alega motivos pessoais e não participa da retomada do ano legislativo no Rio de Janeiro

Presidente da Alerj Rodrigo Bacellar está afastado das funções (Arquivo)

O presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), voltou a pedir licença do mandato na terça-feira (3) e não compareceu à primeira sessão do ano legislativo, realizada após o recesso parlamentar. No pedido, Bacellar justificou a ausência por motivos pessoais.

Em dezembro do ano passado, ele já havia se licenciado do mandato pouco depois de deixar a prisão, onde permaneceu por uma semana. O deputado é investigado por suspeita de ter vazado informações de uma operação da Polícia Federal para o Comando Vermelho.

Bacellar foi afastado da presidência da Alerj por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas poderia continuar exercendo o mandato parlamentar após a Assembleia revogar sua prisão.

Com Bacellar fora do comando, a presidência interina da Casa está com o deputado Guilherme Delaroli (PL). Entre os principais temas em discussão está o projeto do ICMS educacional, que estabelece critérios baseados em índices de educação para a distribuição de recursos do imposto aos municípios fluminenses. A proposta é considerada necessária para que o Estado do Rio receba verbas do Fundeb.

Outro assunto debatido pelos deputados é a possibilidade de uma eleição indireta caso o governador Cláudio Castro renuncie ao cargo para disputar uma vaga no Senado. Nesse cenário, caberia à própria Alerj escolher o governador que concluiria o mandato até o fim de 2026.

Guilherme Delaroli afirmou que não pretende levar adiante a proposta que prevê votação indireta fechada e secreta. Segundo ele, vai atuar politicamente para que, se houver a eleição, a escolha seja feita em votação aberta.

Com informações do G1

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