Repasses da Ceperj foram 502% em 2021 a mais que em 2020; apenas até junho de 2022, o aumento foi de 2139%

Durante a votação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tornou o ex-governador Cláudio Castro e o deputado estadual Rodrigo Bacellar inelegíveis por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022., um dos discursos que chamou atenção foi o do ministro Floriano de Azevedo Marques. Durante a sua fala, ele expôs dados e destrinchou os motivos para votar acompanhando a relatora Isabel Galotti, pela condenação dos acusados. Com maioria formada por 5 a 2, o julgamento também determinou a cassação do mandado de Bacellar.
O principal ponto destacado pelo ministro foi relacionado às contratações temporárias e descentralização de recursos públicos por meio da Fundação Ceperj e da Uerj. De acordo com a denúncia, o esquema teria viabilizado a contratação de 27.665 pessoas, com gastos de cerca de R$ 248 milhões, beneficiando politicamente o grupo durante a campanha.
“Segundo consta da informação trazida pelo Banco Bradesco, os repasses da Ceperj foram 502% em 2021 a mais que em 2020. Mais impressionante, apenas até junho de 2022, o aumento foi de 2139%. O número de contratados e a vultuosidade dos recursos empregados é reforço para caracterizar a abusividade. Tratam-se de elementos sólidos para concluir que as contratações foram usadas para alavancar candidaturas”, enfatizou Floriano Marques, acrescentando ainda que os valores citados no processo excedem 30 vezes o teto de gastos de uma campanha para governador.
