Emoção, lágrimas e aplausos marcaram a despedida do prefeito do coração da cidade
“Você e o povo, o povo e você”. Assim, como dizia o trecho da música de campanha que marcou a cidade, o corpo do médico e ex-prefeito Dr. Arnaldo Vianna chegou ao Cemitério do Caju, na tarde desta segunda-feira (19). Emoção, lágrimas e aplausos marcaram a despedida do prefeito do coração da cidade. Políticos, populares, familiares e amigos estiveram no Caju para o último adeus.
“O que vale à pena é isso, o carisma. As pessoas saíram de casa para se despedir. Trabalhei com ele e sempre foi essa pessoa. Figura ímpar”, disse o cinegrafista Antônio Gomes. A auxiliar de consultório dentário, Mariene Pacheco, estava visivelmente emocionada durante o sepultamento. Ela conversou com a equipe do J3.
“Dr. Arnaldo foi meu médico. Um dia eu disse que se fizesse o exame pelo SUS, não daria tempo de voltar para fazer a revisão sem precisar pagar outra consulta. E ele me disse que era só levar meu exame quando estivesse pronto, que ele olharia, sem cobrar nada. Era um ser humano incrível. Vai deixar saudades”, comentou.
Políticos presentes
Assim como o velório, realizado no Trianon, o sepultamento também reuniu personalidades políticas de Campos e região. A reportagem conversou com algumas delas:

Frederico Paes, vice-prefeito de Campos:
“Antes da perda do homem público, tem um grande ser humano. Sempre agiu pensando primeiramente nas pessoas. Eu adorava uma frase dele que dizia o seguinte: ‘Você tem que agir com a razão, com a técnica, mas sobretudo com o coração’. Daí aquela frase do beijo no coração”.
Bruno Dauaire, deputado estadual:
“Por onde a gente passou, a gente percebe que Dr. Arnaldo deixa um legado de muita empatia, pelo tratamento com as pessoas. Era muito humano. Coisa que hoje sinto falta nas pessoas. Vivemos em um mundo muito individualista. Fica o ensinamento que o cidadão Arnaldo Vianna deixa”.
Magal, ex-vereador:
“Dr. Arnaldo começou comigo um trabalho social, lá no Parque Guarus, em 1994. Era um centro social e funcionava na área da saúde também.. Atendia 100 pessoas durante o dia, almoçava no local e à noite ele ia nas casas das pessoas que estavam acamadas. Deixa um legado espetacular como ser humano e médico humanitário”.

