quarta-feira, maio 20

Segundo a PF, áudios e mensagens são atribuídos a Luís Fernando Passos de Souza, apontado pela PF como operador financeiro do deputado Thiago Rangel

Deputado estadual Thiago Rangel e a vereadora Thamires Rangel
(Reprodução Rede Social)

Um vídeo encontrado no celular do deputado estadual Thiago Rangel (Avante) passou a integrar a investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de caixa 2 e desvio de recursos públicos no Rio de Janeiro. As imagens mostram uma mala com R$ 500 mil em dinheiro vivo, valor que, segundo a PF, estaria relacionado ao financiamento irregular de campanhas políticas em Campos dos Goytacazes.

A investigação também reúne áudios e mensagens atribuídos a Luís Fernando Passos de Souza, apontado pela PF como operador financeiro de Thiago Rangel. Nas conversas analisadas pela PF, Luís Fernando faz referência direta ao desempenho esperado da campanha dela

Conforme a investigação, o montante faria parte de um suposto acordo de R$ 2,9 milhões atribuído ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), para apoiar candidaturas aliadas nas eleições municipais de 2024.

De acordo com os investigadores, os recursos teriam como destino principal a campanha da vereadora Thamires Rangel (PMB), filha do parlamentar, além de outros nomes ligados ao grupo político de Thiago Rangel em Campos.

Imagem de mala com dinheiro encontrada em vídeo no celular de Thiago Rangel

O deputado foi preso no início deste mês durante operação da Polícia Federal que apura supostas irregularidades em contratos de reformas de escolas estaduais. A investigação envolve suspeitas de direcionamento de licitações e superfaturamento de obras na área da Educação.

Thamires Rangel negou ter recebido recursos irregulares e afirmou que todas as doações de campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. A defesa de Thiago Rangel reiterou a inocência do deputado e negou repasses ilícitos ou operador financeiro. Já a defesa de Rodrigo Bacellar afirmou que ele não é alvo da investigação e não tem relação com os fatos apurados. Luís Fernando Passos de Souza não foi localizado pela reportagem.

Com informações do G1 e Agenda do Poder

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