domingo, setembro 13

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Foto: Silvana Rust

Campos é uma cidade de grandes dimensões territoriais, de importante atividade econômica e de posição estratégica no Norte Fluminense. Por isso, mobilidade e logística não podem ser tratadas como assuntos secundários. A reportagem especial desta edição mostra que, por terra e pelo ar, ainda existem obstáculos antigos limitando conexões que deveriam aproximar o município do desenvolvimento.

O caso da BR-101 talvez seja o retrato mais evidente. O tão discutido contorno de Campos aparece na nova concessão, mas sem previsão para sair do papel. O Projeto Executivo está previsto apenas para o quinto ano e a licença ambiental para o oitavo. A ligação com a Ponte Alair Ferreira, também pode esperar até 2032.

Na Baixada Campista, a Estrada dos Ceramistas é outro exemplo de espera. O DER-RJ fala em retomada das intervenções, mas não apresenta prazo para conclusão. No Aeroporto Bartolomeu Lisandro, a situação também preocupa: Campos está sem voos comerciais desde março de 2025, enquanto Macaé avança e terá ligação direta com Guarulhos a partir de 2027.

Há, ao menos, propostas locais buscando novos caminhos. O aproveitamento do antigo leito ferroviário entre Travessão e Ururaí, a possibilidade de uso da ponte ferroviária e o estudo de um Veículo Leve Sobre Pneus apontam para uma cidade que tenta pensar alternativas. É preciso transformar planejamento em projetos viáveis e, principalmente, em execução.

A Firjan tem razão ao lembrar que gargalos logísticos cobram uma conta de toda a sociedade. Eles encarecem operações, afastam investimentos e reduzem competitividade. Campos não pode continuar tendo seu futuro condicionado a obras que sempre ficam para depois.

Resolver esse nó não é opção. É urgência.

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