.

O caso do cão comunitário Orelha, em Santa Catarina, jogou luz sobre o problema dos maus tratos aos animais e mostrou um ambiente sombrio. O J3 News detalha nesta edição o que muita gente não percebe: a violência praticada contra animais na cidade de Campos.
A reportagem especial mostra que em Campos a violência contra animais acontece de forma contínua, longe dos holofotes, que se reflete desde abandono, passando por espancamento, envenenamento e outras formas bárbaras e cruéis de agressão. A crueldade é explícita e pode ser percebida quando um carro atropela um animal e a indiferença impera.
Tudo isso faz parte de uma linha de descuido, iniciada com o abandono que leva ao atropelamento. Foi preciso que o caso do cão Orelha chocasse todo o país para que o assunto ganhasse a relevância que precisa, mostrando que não se trata apenas de uma causa animal, mas também de humanidade, como a sociedade já balizou em suas leis.
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que, em 2024, foram registrados 17 crimes de maus-tratos a animais em Campos. É importante frisar que esse número é certamente subnotificado, porque a maioria das agressões e maus tratos não vira estatística.
Ocorreram avanços na sociedade sobre o assunto, e hoje em Campos existem abrigos de cães e outros animais, na maioria das vezes tendo à frente ativistas em um trabalho voluntário. Ao mesmo tempo, o poder público mantém o Centro de Controle de Zoonoses, que também trata do assunto. Mas a demanda é bem maior.
É preciso frisar também que Campos tem um hospital veterinário de uma universidade. E a contar pelo número de clínicas veterinárias e de lojas de pets, poderíamos concluir que a cidade é apaixonada pela causa animal. Mas, infelizmente, não é bem assim.
