Close Menu

    Subscribe to Updates

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    What's Hot

    PF pede inquérito sobre lavagem de dinheiro e expõe imóveis de luxo

    27 de fevereiro de 2026

    Imbé e Lagoa de Cima somam 125mm no acumulado de chuvas

    27 de fevereiro de 2026

    Homem é baleado na calçada do CIEP Wilson Batista, no Parque Guarus

    27 de fevereiro de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    ÚLTIMAS NOTÍCIAS
    • PF pede inquérito sobre lavagem de dinheiro e expõe imóveis de luxo
    • Imbé e Lagoa de Cima somam 125mm no acumulado de chuvas
    • Homem é baleado na calçada do CIEP Wilson Batista, no Parque Guarus
    • Paraná Pesquisas: Flávio Bolsonaro tem 44,4% e Lula, 43,8% no 2º turno
    • Quissamã exonera comissionados e anuncia corte de 25% nos contratos para conter gastos
    • Veículo roubado em Magé é encontrado após quase três meses estacionado em hotel de Campos
    • Rodrigo Bacellar, TH Joias e mais 3 são indiciados pela PF por ligação com o Comando Vermelho
    • Cientista político analisa a possibilidade de Wladimir deixar o governo de Campos
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Educativa FM
    OUÇA AO VIVO
    sábado, fevereiro 28
    • Página Inicial
    • Programação
      • Locutores
      • Programas
    • Podcast
    • Notícias
    • Contato
      • Anuncie
    Educativa FM
    Home»Últimas Notícias»Impactos da Venezuela, royalties e preços dos combustíveis
    Últimas Notícias

    Impactos da Venezuela, royalties e preços dos combustíveis

    13 de janeiro de 2026Nenhum comentário6 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Impactos da Venezuela, royalties e preços dos combustíveis
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    O especialista e consultor em Petróleo e Gás, Wellington Abreu, avalia o cenário atual econômico

    Wellington Abreu é analista e pesquisador na área de Petróleo e Gás (Divulgação)

    O especialista em Petróleo e Gás, Wellington Abreu, analisa o cenário econômico e a movimentação do mercado mundial de exploração de óleo. Com a mais recente crise na Venezuela que sofreu ataques dos Estados Unidos, há muitas expectativas e especulações sobre o que pode acontecer e, além da supostos impactos no comércio de combustíveis. O país vizinho do Brasil é dono da maior reserva de petróleo do mundo. Nesta entrevista, ele também comenta sobre preços de combustíveis no Brasil e os riscos de cartelização de postos, prática considerada criminosa.

    Como a situação da Venezuela pode impactar o mercado global de petróleo?
    Os reflexos na geopolítica do petróleo tendem a aparecer com mais força no médio e longo prazo. Qualquer retomada relevante da oferta venezuelana exige condições operacionais adequadas, capital, insumos e tempo. Atualmente, a produção da Venezuela gira em torno de 800 mil barris por dia. Em um cenário favorável, poderia alcançar algo próximo de 2 milhões de barris por dia em um prazo de um a dois anos, mas isso depende diretamente de investimentos e de um ambiente regulatório e operacional estável.

    Há impactos mais imediatos para a nossa região?
    Minha principal preocupação é com o curto prazo. Já no primeiro trimestre de 2026, pode haver sinalização de receitas menores por dois fatores principais: a manutenção do Brent em patamar mais baixo e oscilações na produção decorrentes de eventos operacionais relevantes na Bacia de Campos, como a parada da plataforma P-52 após o vazamento de gás registrado em outubro de 2025, com produção paralisada por período subsequente.

    Mesmo assim, o retorno da Venezuela ao mercado pode pressionar os preços?
    Sim. Se a Venezuela adicionar cerca de 1 milhão de barris por dia — por exemplo, saltando de 800 mil para algo entre 1,8 e 2 milhões — isso representa aproximadamente 1% do consumo global. A Agência Internacional de Energia projeta uma demanda mundial em torno de 104,4 milhões de barris por dia em 2026. Isoladamente, 1% parece pouco, mas em um mercado que já pode caminhar para superoferta, incrementos marginais são suficientes para pressionar o Brent e reforçar uma tendência de baixa.

    Quais seriam os reflexos dessa queda do Brent para o Brasil?
    Uma queda do Brent pode aliviar os preços dos combustíveis ao consumidor final, dependendo também do câmbio, dos impostos e da política de preços adotada. Por outro lado, isso tende a reduzir as receitas de royalties e participações especiais para municípios, estados e União. Para a nossa região, o fator decisivo é o tripé Brent, câmbio e produção, e não um único evento isolado.

    O que dizem as projeções internacionais para 2026?
    A EIA, agência de estatísticas do Departamento de Energia dos Estados Unidos, projeta um barril de petróleo em torno de US$ 55 em 2026. Diante do excesso de oferta frente à demanda e da frustração da chamada “bonança da crise”, o caminho para garantir a saúde fiscal dos municípios precisa ser técnico e prudente.

    Quais medidas os gestores públicos deveriam adotar diante desse cenário?
    É fundamental revisar o fluxo de caixa, ajustando as projeções de repasses da ANP para o primeiro trimestre de 2026 com um câmbio médio conservador, entre R$ 5,35 e R$ 5,45. Também é prudente suspender a criação de novas despesas fixas, como cargos, reajustes ou contratos de longo prazo baseados em picos temporários de arrecadação. Além disso, é necessário monitorar de perto os investimentos das petroleiras na Bacia de Campos, já que o capital pode migrar para outros projetos, e priorizar ações de diversificação econômica para reduzir a dependência do petróleo.

    Qual é a avaliação final sobre o momento econômico?
    O cenário exige extrema responsabilidade fiscal. A janela de oportunidade financeira está se fechando mais rápido do que o previsto. A manutenção do equilíbrio das contas públicas dependerá da capacidade dos gestores de não comprometer receitas que, tecnicamente, tendem à queda. É preciso trabalhar com os dados concretos do presente e se adaptar, posteriormente, às mudanças geopolíticas futuras.


    Cartelização de postos de combustíveis

    O que caracteriza a formação de cartel em postos de combustíveis?
    A formação de cartel, muitas vezes chamada de “carteirização”, é um crime grave contra a ordem econômica. Ela elimina a concorrência e lesa diretamente o consumidor. Em 2026, as autoridades brasileiras seguem diretrizes rigorosas para a repressão dessa prática.

    Como essa prática é enquadrada juridicamente?
    O cartel é tipificado pela Lei nº 8.137/1990, que trata dos crimes contra a ordem econômica, especialmente o ajuste ou acordo para fixação de preços ou quantidades. Também viola a Lei nº 12.529/2011, conhecida como Lei Antitruste, que rege a repressão administrativa dessas infrações.

    O que diz a jurisprudência sobre o tema?
    A jurisprudência consolidada, inclusive no CADE e nos tribunais superiores, estabelece que a simples coincidência de preços não é suficiente para condenação. É necessário comprovar o ajuste de condutas, seja por provas diretas, como mensagens e reuniões, seja por provas indiretas, como o paralelismo de preços sem justificativa de custos. O STJ reafirma que a fixação de preços por acordo entre revendedores é infração grave, dada sua nocividade ao mercado.

    Quais são as punições previstas?
    As sanções ocorrem em duas frentes. Na esfera criminal, a pena é de reclusão de dois a cinco anos, além de multa aplicada aos administradores e sócios envolvidos. Na esfera administrativa, o CADE pode aplicar multas que variam de 0,1% a 20% do faturamento bruto da empresa, além de cassação da inscrição estadual e impedimento de participação em licitações públicas.

    Como o consumidor pode denunciar suspeitas de cartel no Rio de Janeiro?
    O consumidor deve reunir provas, como fotos dos painéis de preços de postos próximos e notas fiscais. As denúncias podem ser feitas ao CADE, por meio do portal Clique Denúncia; ao Ministério Público do Rio de Janeiro, pela Ouvidoria ou pelo telefone 127; à ANP, pelo Fale Conosco ou pelo telefone 0800 970 0267; e ao Procon-RJ, pelo Procon Online.

    Qual é o passo a passo para uma denúncia eficaz?
    O ideal é fotografar os totens de preços de diferentes postos na mesma região, especialmente quando os valores são idênticos até nos centavos. Guardar o cupom fiscal é essencial, pois ele traz CNPJ, endereço e bandeira do posto. Também é importante verificar o quadro de avisos do estabelecimento, onde constam dados obrigatórios, inclusive a distribuidora, no caso de postos de bandeira branca.

    É possível denunciar de forma anônima?
    Sim. O consumidor pode utilizar o Disque Denúncia RJ, pelo telefone 2253-1177, ou optar pelo anonimato no portal Fala BR, na plataforma GOV.

    Qual a mensagem final ao consumidor?
    Fiscalizar não é apenas um direito, mas um dever da participação ativa do cidadão. Essa atuação é fundamental para que órgãos como CADE, Ministério Público, ANP e Procon consigam desarticular esse tipo de crime contra o consumidor e a economia.

    LEIA TAMBÉM

    Gasolina mais cara nos postos de Campos

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email

    Related Posts

    PF pede inquérito sobre lavagem de dinheiro e expõe imóveis de luxo

    27 de fevereiro de 2026

    Imbé e Lagoa de Cima somam 125mm no acumulado de chuvas

    27 de fevereiro de 2026

    Homem é baleado na calçada do CIEP Wilson Batista, no Parque Guarus

    27 de fevereiro de 2026

    Paraná Pesquisas: Flávio Bolsonaro tem 44,4% e Lula, 43,8% no 2º turno

    27 de fevereiro de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Em Alta

    Acidente na BR-356 deixa um morto e uma mulher gravemente ferida em Campos

    16 de fevereiro de 2026

    Conselho Diretor e Curador da FBPN será eleito no dia 3 de março

    26 de fevereiro de 2026

    Professora é morta após facadas cometidas por aluno em faculdade de Porto Velho

    7 de fevereiro de 2026

    Bandeira amarela: custo da energia elétrica vai ficar menor em dezembro

    29 de novembro de 2025

    Rua: tenente coronel cardoso 349 - Centro Campos dos Goytacazes/RJ

    E-mail: educativafm@uniflu.edu.br

    Contato Comercial: (22) 99732-1075

    © 2024 - Educativa Fm - Todos os direitos reservados

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.