quinta-feira, julho 23

Primeira angioplastia de seio venoso da região feita por Elias Tanus contou com apoio do cardiologista intervencionista Carlos Eduardo Soares

Dr, Carlos Eduardo Soares é cardiologista intervencionista (Fotos: Josh)

O Hospital Dr. Beda deu mais um passo na consolidação da medicina de alta complexidade no Norte Fluminense ao realizar, pela primeira vez em Campos dos Goytacazes, uma angioplastia de seio venoso para o tratamento da hipertensão intracraniana idiopática. O procedimento, considerado pioneiro na região, representa uma alternativa moderna para pacientes que sofrem com dores de cabeça intensas, alterações visuais e zumbido no ouvido. A cirurgia foi conduzida pelo neurocirurgião e neurointervencionista Dr. Elias Tanus, do Instituto do Cérebro, com o suporte da equipe de Hemodinâmica do Hospital Dr. Beda e da Clínica Excelência, do Grupo IMNE, coordenada pelo cardiologista intervencionista Dr. Carlos Eduardo Soares.

Segundo o cardiologista, incorporar novas tecnologias faz parte da filosofia da instituição. “Trazer novas tecnologias é missão do Hospital Dr. Beda, que busca estar sempre na vanguarda do tratamento das doenças, especialmente na área de alta complexidade, incorporando procedimentos e tecnologias inovadoras.”

Equipe durante procedimento cirúrgico no Setor de Hemodinâmica

Dr. Carlos Eduardo destaca que o hospital reúne infraestrutura tecnológica e equipe multiprofissional preparada para realizar procedimentos de elevada complexidade, incluindo aqueles voltados à neurointervenção. “O hospital está totalmente estruturado, tanto em equipamentos quanto em equipe multiprofissional, para realizar esse tipo de procedimento. Alguns são bastante específicos, como os da neurointervenção, uma especialidade de alta complexidade”, afirma.

A Hemodinâmica mantém atendimento permanente para urgências e emergências e, nos casos que exigem a atuação de um neurointervencionista, conta com a parceria do Dr. Elias Tanus e do Instituto do Cérebro, do Rio de Janeiro. “Essa parceria nos permite realizar esses procedimentos aqui no Hospital Dr. Beda, oferecendo aos pacientes atendimento especializado sem que precisem se deslocar para outros centros.”

Diagnóstico ainda é um desafio

Para o especialista, o procedimento pioneiro também tem o objetivo de ampliar o reconhecimento da doença entre os profissionais de saúde, já que muitos pacientes permanecem sem diagnóstico. “Este é o primeiro de muitos procedimentos que pretendemos realizar. Estamos divulgando esse trabalho porque sabemos que ainda existem muitos pacientes sem diagnóstico.”

Ele ressalta que neurologistas, radiologistas e oftalmologistas desempenham papel fundamental na identificação precoce da hipertensão intracraniana idiopática. “Nosso objetivo é alertar esses profissionais para que possam identificar os casos com mais rapidez. Assim, conseguiremos encaminhar mais pacientes para o tratamento adequado.”

De acordo com Dr. Carlos Eduardo, o setor de Hemodinâmica está preparado para receber esses pacientes, realizar a avaliação necessária e oferecer todo o suporte durante o tratamento.”O Dr. Elias integra a equipe do Hospital Dr. Beda e, em média, está na instituição a cada 15 dias para realizar procedimentos especializados. Minha função é atuar em conjunto com ele, garantindo que toda a estrutura esteja pronta para oferecer um atendimento seguro, ágil e de excelência.”

Dr. Carlos Eduardo Soares e Dr. Elias Tanus durante procedimento no Setor de Hemodinâmica do Hospital Dr. Beda

Procedimento minimamente invasivo

Uma das características da angioplastia de seio venoso é que a paciente permanece acordada ou sob sedação leve durante toda a intervenção. Segundo o cardiologista, essa condição é essencial para garantir a precisão do procedimento.

“Esse procedimento exige uma avaliação fisiológica da circulação cerebral, com a medição da pressão intracraniana venosa. Por isso, é importante que a paciente permaneça acordada ou apenas sob sedação leve, preservando a fisiologia cerebral durante todo o procedimento.”

Ainda durante a cirurgia, a equipe realiza novas medições para confirmar a eficácia da intervenção. “Conseguimos aferir a pressão antes e depois da angioplastia, comprovando imediatamente a redução desses níveis e a melhora da circulação cerebral.”

Recuperação rápida

O pós-operatório também é considerado uma das vantagens da técnica. Conforme explica o especialista, a recuperação costuma ser rápida e com baixa taxa de complicações. “Em geral, a paciente permanece em observação por 24 horas e, em alguns casos, por até 48 horas, recebendo alta sem maiores intercorrências. Ela deixa a sala acordada, o que demonstra que se trata de um procedimento minimamente invasivo.”

Para Dr. Carlos Eduardo Soares, a realização da cirurgia confirma o nível de excelência alcançado pelo serviço de Hemodinâmica do Hospital Dr. Beda.

“O Hospital Dr. Beda conta com um serviço de Hemodinâmica equipado com tecnologia de última geração, capaz de realizar procedimentos de alta complexidade como este. Além disso, dispomos de uma equipe multiprofissional altamente qualificada, formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e técnicos em imagem, todos preparados para incorporar novas técnicas e oferecer tratamentos inovadores. Essa estrutura permite trazer para o Norte Fluminense o que há de mais moderno no tratamento endovascular, garantindo aos pacientes acesso à medicina de alta complexidade sem a necessidade de deslocamento para outros grandes centros.”, finaliza.

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