sexta-feira, outubro 2

Decisões do TSE e STF alteraram regras do encontro, enquanto Flávio Bolsonaro anunciou desistência horas antes do início do programa

Lula e Flávio Bolsonaro

A TV Globo cancelou o debate entre candidatos à Presidência da República que estava previsto para a noite desta quinta-feira (1º), após duas decisões judiciais tomadas a poucas horas do início do programa alterarem as regras do encontro. Uma decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a emissora de manter em destaque o púlpito reservado a Luiz Inácio Lula da Silva, que havia anunciado que não participaria do debate, além de impedir perguntas dirigidas ao candidato ausente.

A segunda decisão, do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) entre os participantes. O candidato havia sido excluído anteriormente, mas a decisão considerou que a emissora havia criado uma expectativa legítima de participação ao incluí-lo em outras etapas da cobertura eleitoral. Romeu Zema (Novo) também havia sido incluído no debate após decisão anterior do TSE.

As mudanças ocorreram depois de Flávio Bolsonaro (PL) anunciar sua desistência do debate. Em publicação nas redes sociais, o candidato afirmou que não participaria em razão das decisões do TSE e defendeu a liberdade de imprensa e a realização de eleições limpas. Com as alterações, o encontro teria Renan Santos, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema.

Em nota, a Globo afirmou que as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes do programa geraram insegurança jurídica e, na avaliação da emissora, interferiram na liberdade de organização do debate. A empresa disse que o objetivo do encontro era promover a discussão de ideias e oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar propostas, mas decidiu cancelar o programa diante das mudanças determinadas pela Justiça Eleitoral e pelo STF.

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