sexta-feira, março 13

Filme brasileiro concorre em quatro categorias, incluindo melhor filme e melhor ator com Wagner Moura

Cinema

13 de março de 2026 – 8h29

Equipe do longa brasileiro dirigido por Kléber Mendonça Filho (Reprodução)

A poucos dias da cerimônia do Oscar, o Brasil vive um clima de torcida que lembra final de Copa do Mundo. Em várias cidades, bares, cinemas e cineclubes organizam transmissões da premiação, bolões e sessões especiais para acompanhar a 98ª edição da maior noite do cinema mundial, neste domingo (15).

O centro da expectativa é “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura. O filme chega à premiação com indicações nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Ator.

Além do reconhecimento da crítica, o longa também se destaca nas bilheterias. Segundo dados do portal Filme B, já ultrapassou 2,4 milhões de espectadores e arrecadou mais de R$ 50 milhões, liderando entre os filmes indicados ao Oscar deste ano.

No Rio de Janeiro, o produtor e exibidor Cavi Borges, do Grupo Estação e da Cavideo, organiza mais uma vez uma grande transmissão coletiva da cerimônia. O evento, que começou há cerca de 25 anos como uma reunião entre cinéfilos, hoje reúne centenas de pessoas e inclui bolão de apostas, quiz e atividades temáticas.

Para ele, o entusiasmo em torno do Oscar revela também um momento especial do cinema brasileiro. “Muita gente que não frequentava cinema de arte passou a procurar esses filmes. As pessoas chegam por um título e acabam descobrindo muitos outros”, afirma.

Dirigido por Kleber Mendonça Filho, “O Agente Secreto” tornou-se um caso raro de filme autoral que dialoga com o grande público sem abrir mão de sua identidade estética. Nas redes sociais, o diretor agradeceu a mobilização do público brasileiro e destacou a importância das políticas públicas de incentivo ao audiovisual.

Especialistas também apontam outra chance histórica para o país. O brasileiro Gabriel Domingues concorre na nova categoria de Melhor Direção de Elenco, criada pela Academia nesta edição, pelo trabalho de seleção de mais de 60 atores para o filme.

Apesar do entusiasmo nacional, a disputa segue aberta. Veículos especializados dos Estados Unidos apontam produções como “Pecadores”, de Ryan Coogler, entre as favoritas. Ainda assim, no Brasil, a torcida se concentra em Wagner Moura, que chega fortalecido após conquistar o Globo de Ouro.

Mais do que previsões, o que se vê é uma mobilização rara: a de um país acompanhando o Oscar como se fosse decisão de campeonato — na esperança de ver novamente o cinema brasileiro subir ao palco mais famoso do mundo.

Com informações da Agência Brasil

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