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Esporte

13 de setembro de 2026 – 0h07

Por Leonardo Barros

Com seus ataques potentes, Jaline conquistou o mundo com o vôlei. Do alto dos seus quase 1,90m, a campista defendeu equipes de diferentes países, mas também deixou a sua marca – e pontos decisivos – no time do Automóvel Clube de Campos do início da década de 2000. Foram dois títulos do Carioca e um terceiro e um quarto lugares da Superliga Feminina de Vôlei (a elite nacional), ao lado de outras grandes jogadoras, como a líbero Fabi e a ponta Soninha, sob o comando do técnico Luizomar de Moura.  

O time, que se tornou referência nacional, ainda conquistou outros bons resultados, como os títulos da Copa Sudeste e da Taça Premium, além dos vices do Grand Prix Brasil, da Supercopa e do Torneio Internacional Salonpas Cup. Na região, a ex-oposta (posição de ataque no vôlei) também jogou pelo Macaé, no final da década de 1990, e no projeto Flamengo/Campos, após deixar o Automóvel Clube. No Rio, na temporada 2000, integrou a forte equipe do Vasco, campeã carioca e vice da Superliga. 

Antes de ser uma atleta profissional, o início foi ainda na infância em Campos. Aos 12 anos começou na escolinha da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB Campos). Cinco anos depois, entre o sonho e as dificuldades da adolescência, ganhou uma oportunidade de jogar em São Paulo. Na capital paulista, ganhou maturidade ao defender clubes como Tietê Vôlei, Guarulhos e São Bernardo e também foi treinada por José Roberto Guimarães. 

“Com 17 anos fui para São Paulo. Ainda era muito jovem, mas me mudei para uma cidade que tinha mais oportunidades no esporte. Me tornei uma atleta profissional e depois fui evoluindo, tendo mais maturidade, foi quando Campos montou um time para a Superliga e fui chamada novamente para jogar a liga adulta pela minha cidade”, lembra Jaline. 

Sucesso na trajetória internacional 
Mais experiente e com conquistas no vôlei do Brasil, Jaline começou a ganhar oportunidades fora do país. A primeira equipe foi o Club Voleibol Sant Cugat, de Barcelona. Depois, teve uma longa passagem no vôlei italiano, considerado a liga mais forte do mundo. Foram oito anos em clubes como Minerva Volley Pavia, Volley San Vito, Roma Pallavolo, Chateau D’Ax Urbino Volley, AS Rota Volley e Volley Soverato. 

“Além de ser um dos melhores campeonatos do mundo até hoje, a Itália me abriu portas, fui uma das melhores opostas da competição. Minha vida mudou financeiramente, conquistei a copa CEV em 2010, um título importante no país”, conta Jaline, lembrando do apoio do pai, Joel, que morreu há quatro anos. 

A campista ainda passou por outros países – Turquia, Eslovênia, Grécia e França – mas sua principal identificação foi na Itália. Depois da aposentadoria das quadras, Jaline permanece morando no país, onde casou e cria a filha Alyssa. Atualmente, a ex-atleta é técnica da equipe sub-16 do Giorgione Pallavolo. 

“Meu pai sempre me dizia: nunca pare de lutar pelos seus sonhos. Faça o seu melhor e acredite em si mesma. Apesar de todas as dificuldades que eu passei no início da minha carreira, eu nunca desisti”. 

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