Dayse Barbosa, de 37 anos, foi assassinada a tiros pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza; ele era lotado em Campos

“A violência de gênero não diz sobre quem é a vítima, mas sim sobre quem é o homem. Esse caso é emblemático porque mostra isso. Nele, a gente vê uma mulher forte, de autoridade, comandante da Guarda Municipal, sofrer esse tipo de violência tão grave”.
A declaração foi dada pela delegada Raffaella Aguiar, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher do Espírito Santo, sobre o feminicídio que impactou dois estados nesta segunda-feira (23). A comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória, Dayse Barbosa Matos, de 37 anos, foi assassinada a tiros pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza. Em seguida, ele se matou. Diego era lotado na degelacia da PRF em Campos dos Goytacazes.
Em entrevista coletiva concedida à imprensa na capital capixaba, a delegada enfatizou ainda que o caso liga um alerta às mulheres:
“As primeiras informações indicam que ele não aceitava o fim do relacionamento. Há tamém relatos de que era possessivo, extremamente controlador. É importante que outras mulheres percebam que a violência não começa no primeiro disparo, que ceifou a vida dela. Começa no primeiro controle, na interferência sobre a roupa, sobre com quem conversar. Perceber a violência e procurar ajuda é um ato de coragem, que pode evitar fins como esse”, acrescentou.
Primeira mulher comandante da GCM de Vitória, Dayse foi morta com quatro tiros na cabeça, em seu quarto na casa onde morava com o pai e a filha de 8 anos, no bairro Caratoíra, em Vitória. A perícia da Polícia Civil encontrou três projéteis alojados na região da nuca da vitima, além de identificar que ela foi atingida pior mais um disparo de raspão. O corpo de Diego foi localizado na cozinha da residência. Ainda segundo a perícia, ele morreu com um um tiro na cabeça, na região acima do ouvido.
