Unidade implantada na sede da Orquestrando a Vida oferece cuidado interdisciplinar, suporte a famílias e acesso gratuito para população vulnerável

Campos dos Goytacazes passa a contar com um novo serviço voltado à saúde e inclusão social por meio da música. A instituição Orquestrando a Vida anunciou a implantação do Centro de Referência, Pesquisa e Extensão em Musicoterapia (CREPEM), iniciativa que amplia para o município um modelo de atendimento já consolidado em Brasília.
O centro atua com a musicoterapia como eixo principal, promovendo desenvolvimento, comunicação e qualidade de vida para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), pessoas com deficiência, neurodivergências e suas famílias. A proposta integra música, ciência e saúde em abordagem interdisciplinar baseada em evidências.
O CREPEM foi criado na capital federal a partir do programa de pós-graduação em musicoterapia da Faculdade Teológica Batista de Brasília, com apoio da SOCEB, estruturando ao longo dos anos metodologias que combinam improvisação musical, escuta terapêutica e acompanhamento familiar.
A unidade em Campos terá como responsável técnica a musicoterapeuta Sarah Costa Pereira, idealizadora do centro. Mestre em Ensino das Práticas Musicais pela UNIRIO e pós-graduanda em Saúde Mental na Atenção Primária pelo Hospital Albert Einstein, a profissional retorna à cidade com experiência clínica e educacional no atendimento a pessoas com autismo e transtornos do neurodesenvolvimento.
Segundo Sarah, a música pode se tornar um importante canal de comunicação e desenvolvimento. “A música possibilita acesso emocional e relacional único, especialmente para crianças com desafios na comunicação verbal. O CREPEM chega para ampliar o acesso a um cuidado humanizado e integrado, fortalecendo também o suporte às famílias”, afirma.
A nova unidade funcionará na sede da Orquestrando a Vida, organização com quase três décadas de atuação no município e reconhecida como o primeiro núcleo do El Sistema no Brasil. Para o maestro Jony William, presidente da instituição, a iniciativa representa um avanço no papel social da música.
“A Orquestrando a Vida nasceu acreditando na música como ferramenta de inclusão e desenvolvimento humano. Receber o CREPEM consolida esse trabalho e amplia nosso compromisso não apenas com a formação artística, mas também com o cuidado e a dignidade das pessoas”, destaca.
O projeto prevê atendimentos terapêuticos individuais e coletivos, acompanhamento interdisciplinar e grupos de acolhimento para mães atípicas, fortalecendo redes de apoio e ampliando o acesso a serviços especializados.
As inscrições para famílias interessadas já estão abertas. A proposta prioriza pessoas em situação de vulnerabilidade social, ampliando o acesso gratuito à musicoterapia e a práticas integradas de cuidado.

