segunda-feira, março 9

Roda de conversa acontece nesta segunda, em razão do Dia Internacional da Mulher

Geral

9 de março de 2026 – 0h02

No Brasil|Em 2025 foram registrados 1.468 casos de feminicídio (Foto: Freepik)

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos realiza nesta segunda-feira (9), às 19h, um debate reflexivo sobre o alto índice de feminicídios que assola o Brasil atualmente e as relações na sociedade. A iniciativa é da Diretoria da Mulher Empresária da CDL, visando promover um momento de reflexão e conexão em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. O encontro acontece no auditório da entidade, com o seguinte tema: “É preciso um novo olhar para construir novas relações”.

Violência|Fátima Vasconcelos destaca a importância de debater o problema (Foto: Josh)

“Será uma oportunidade em que buscaremos soluções para um problema grave que nos preocupa, que é a violência contra as mulheres. A criação dos nossos filhos e filhas, o diálogo entre crianças e adultos, entre crianças e adolescentes. Um debate sobre como estamos agindo em relação ao fortalecimento das relações saudáveis. Afinal, conviver é um ato de coragem e precisamos estar juntas para vencer essa batalha”, comenta Fátima Vasconcelos, diretora do Departamento da Mulher Empresária da CDL Campos.

O evento vai promover uma mesa de conversa, composta pela delegada da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam Campos), Juliana Oliveira, e pelo psicólogo Luis Antônio Cosmelli, que acrescentará uma abordagem social e comportamental ao debate. Já Juliana Oliveira promete uma perspectiva institucional e de enfrentamento à violência contra a mulher. 

Juliana Oliveira

Em um recorte de apenas uma semana – do dia 26 de fevereiro até a última quinta-feira (5), a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Campos registrou seis casos de violência doméstica. Apenas um retrato do cenário nacional. O Brasil registrou, no ano passado, o maior número de feminicídios da última década. Foram 1.568 mulheres assassinadas em razão de sua condição de gênero. Neste início de 2026, os casos de violência seguem em uma crescente. 

“A gente vai falar um pouco sobre a participação da sociedade como um todo, no sentido da gente atuar para transformar essa geração. Para que seja uma geração diferente, em aspectos como não naturalizar a violência, entender mais o limite do outro e quem sabe assim a gente consiga uma mudança no cenário de violência contra a mulher no Brasil”, destaca a delegada Juliana Oliveira.

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