quarta-feira, julho 29

Evento é realizado na Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic) e tem transmissão online simultânea

Geral

28 de julho de 2026 – 21h00

Fotos: J3News

Teve início na noite desta terça-feira (28), a quarta edição do Congresso de Inovação e Empreendedorismo Feminino, o Coefem. O evento, já consolidado como o maior do segmento no país, chega à Campos dos Goytacazes, e é realizado na Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic) ao longo desta terça-feira e quarta-feira (29), reunindo especialistas, empreendedoras, pesquisadoras, estudantes e representantes do poder público.

A programação do congresso inclui palestras, debates e uma maratona de ideias, promovendo imersão em temas como Inteligência Artificial, gestão de negócios, acesso a crédito e protagonismo feminino nos negócios. A expectativa é impactar não apenas o público presente, mas também as mulheres em todo Brasil, que acompanham o evento através de transmissão simultânea na internet.

Protagonismo feminino campista
Para Josiane Morumbi, subsecretária de Políticas para as Mulheres, a escolha de Campos para sediar o evento reforça o protagonismo das empreendedoras locais.

“A gente está recebendo a quarta edição desse Coefem, e a já tiveram outras edições e foram um sucesso, e a quarta, sediada em Campos, prioriza as protagonistas campistas, mas vamos ter uma variedade de informações, então vai ser um network muito importante durante dois dias de imersão dentro do empreendedorismo”, destacou.

Morumbi também ressalta a abrangência de participações no evento.  “Teremos representantes das universidades, empreendedoras que estão na área de prestação de serviço e do comércio, e mulheres que também trabalham na indústria”, afirmou. O evento também conta com transmissão online, ampliando seu alcance. “São mais de 8 mil mulheres inscritas online. Então, vai estar acontecendo aqui presencial, mas tem mulheres do Brasil todo assistindo esse congresso”, afirma.

Marta Henriques, diretora administrativa do Grupo  IMNE, destacou a participação da empresa, que conta com 70% do seu contingente formado por mulheres, e a importância de debater o protagonismo feminino no mercado de trabalho.

“Esse ano inscrevemos o Grupo IMNE para, ano que vem, concorrer à empresa Amiga da Mulher. Temos ações e trabalhos voltados para a inclusão feminina, para os cuidados da mulher, para que essa mulher seja respeitada e sofra menos assédio, não só dentro do trabalho, mas principalmente que ela se fortaleça e possa enfrentar todos os problemas que nós todos os dias abrimos os jornais ou escutamos nas mídias sociais”, disse.

Martha também abordou as desigualdades ainda presentes no mercado de trabalho. “Estatisticamente, nós mulheres, para atingir um cargo de CEO de uma empresa, precisamos de três MBAs. O homem precisa de um MBA. Então, eu quero demonstrar dessa forma como a gente ainda tem muita coisa para ser vencida e conquistada”, afirmou. “Não basta só saber e ter conhecimento. Você precisa mostrar, tecnicamente e através das suas atitudes, que você pode concorrer aos cargos que os homens também concorrem. Ainda tem muita discriminação”, completa.

Inovação
Dentro da programação, o congresso realiza um Ideaton, uma maratona de ideias, voltada para o empreendedorismo feminino.

Foto: Arquivo J3News

Henrique Da Hora, subsecretário de Ciência e Tecnologia e CEO da Tec Incubadora, explicou a iniciativa. “Estamos aqui em parceria com Acic, realizando o Coefem, recordando que estamos na terra de Mercedes Baptista, de Finazinha, de Benta Pereira, de tantas mulheres que foram protagonistas de suas próprias vidas. E aqui a gente está desenvolvendo pautas, formulação, conhecimento, para colocar a mulher exatamente aonde ela quiser”, afirmou.

Da Hora detalhou o funcionamento da maratona. “O Ideathon é uma maratona de ideias. Aproximadamente 50 mulheres aqui estão no programa de formação Zero to Hero, do zero até o sucesso, onde elas vão aprender a validar um problema, depois desse problema reconhecido, propor a nossa solução para ele, apresentar essa solução, formação laboratória, formação de inovação, e aqui vai ser o legado do nosso evento”, explicou.

Foto: Silvana Rust/Arquivo J3News

Guilherme Reche, coordenador regional da Sebrae Norte Fluminense, reforçou a parceria da instituição com o evento. “O empreendedorismo feminino é uma das prioridades estratégicas do Sebrae, e temos trabalhado para ampliar cada vez mais as oportunidades para que as mulheres empreendedoras possam inovar, crescer e fortalecer seus negócios”, explicou.

Reche destacou os projetos específicos do Sebrae para o público feminino. “Neste evento, assumimos a execução do Ideathon voltado exclusivamente para mulheres e estaremos nos painéis reforçando nosso compromisso com a inovação e o desenvolvimento de lideranças femininas. Essa atuação faz parte de um conjunto de iniciativas que desenvolvemos ao longo do ano, como o Sebrae Delas, o Delas Tech, a Rede Delas e o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, programas que impulsionam o protagonismo feminino e fortalecem o ambiente de negócios. Também consolidamos uma tradição na região ao promover, nos últimos três anos, uma turma exclusiva do nosso Seminário Empretec, uma imersão para mulheres empreendedoras durante a campanha do Outubro Rosa”, afirmou.

Troca de experiências
Para as participantes, o congresso tem sido uma oportunidade valiosa de troca de experiências e aprendizado. Natasha Ávila, empreendedora e proprietária da Apheon Confeitaria, compartilhou sua visão sobre o evento. “Eu achei muito legal a questão de que somos várias mulheres, de vários ramos, vários nichos diferentes e várias idades. Cada uma com o seu problema, tentando trazer a solução e às vezes a dor de uma ajuda na solução do problema da outra”, contou.

Natasha conta que trabalha com produção e venda de sacolés gourmet, e tem pretenção de expandis para outros doces. Ela ressaltou que um dos principais desafios para os empreendedores é a gestão do negócio. “Porque o principal desafio da empreendedora, de empreendedores no modo geral, é a questão justamente da gestão. Porque a gente está muito no foco de fazer. Se você é um cabeleireiro, você está muito ali no corte, no tratamento do cabelo, se você é um confeiteiro, você está ali fazendo o seu doce, fazendo a sua comida, fazendo o que você tem que fazer pra vender, pra entender. E a gente acaba deixando um pouco essa questão da gestão, da propaganda do negócio, do marketing do negócio”, explicou.

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