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A falta de conexão entre estradas e vias importantes de Campos, como o trecho urbano da BR-101 e a Estrada dos Ceramistas, ambas com cronograma de obras dessincronizado, resulta em gargalos pontuais, mas com reflexos em toda a cidade, onde engarrafamentos começam a fazer parte da rotina viária, prejudicando a mobilidade.
Diálogo sobre isso tem proposto a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que produziu uma carta técnica endereçada à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), elaborada a partir de contribuições do setor produtivo do Norte Fluminense, para o aprimoramento do cronograma de obras previsto na nova concessão da BR-101.
A reportagem especial desta edição do J3 ouviu sobre o assunto o economista Alcimar Chagas. Para ele, as péssimas condições das estradas vicinais e o atraso na obra da Estrada dos Ceramistas, entre outros problemas do tipo, revelam um cenário de falta de integração entre produção, infraestrutura e logística, que impede o crescimento da cidade.
Há gargalos que afunilam a mobilidade, já que a BR-101 funciona como eixo estruturante da competitividade, sendo essencial para a cadeia de óleo e gás da Bacia de Campos, viabiliza a integração logística com o Espírito Santo e serve ainda de corredor para escoar a produção industrial via Porto do Açu, em São João da Barra.Diante desse cenário, o avanço de Campos passa necessariamente por planejamento integrado e execução coordenada de obras estratégicas. Sem alinhar produção, infraestrutura e logística, os gargalos tendem a se perpetuar, ampliando custos, reduzindo a competitividade e impactando diretamente o dia a dia da população. Mais do que intervenções pontuais, o município precisa de uma agenda contínua e articulada para transformar seu potencial em desenvolvimento efetivo.
