Segurança, saúde, educação, emprego e responsabilidade fiscal estão entre as principais expectativas para os próximos quatro anos

Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste domingo (25), no segundo turno das eleições para a Presidência da República. Cinco estados e o Distrito Federal também elegem seus governadores. No Rio de Janeiro, 50,88% dos eleitores escolheram o deputado estadual Douglas Ruas (PL) no primeiro turno para o governo estadual. Em Campos dos Goytacazes, mais de 340 mil pessoas estão inscritas no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para participar do segundo turno do pleito nacional.
Independentemente de quem vença a disputa pela Presidência da República, Flávio Bolsonaro (Partido Liberal) ou Luiz Inácio Lula da Silva (Partido dos Trabalhadores), eleitores e representantes de diferentes setores da sociedade acompanham a votação com grande expectativa e apontam prioridades para os próximos quatro anos.
Francisco Roberto de Siqueira – presidente da Firjan Norte Fluminense
“O Brasil e o Rio de Janeiro precisam transformar o potencial econômico em oportunidades concretas, com políticas públicas capazes de atrair novas empresas, que criarão mais postos de trabalho e gerarão renda para a população. Essas empresas também recolherão impostos que permitirão ao governo destinar mais recursos para escolas, estradas e hospitais. É necessário um governante que enfrente, com coragem e persistência, a tarefa de gastar menos do que arrecada, porque, sem folga no orçamento, não sobra dinheiro para investir. O desenvolvimento econômico e o social precisam caminhar juntos. Para isso, são necessárias políticas públicas consistentes, planejamento de longo prazo, responsabilidade na gestão e continuidade de ações que ampliem a competitividade e o bem-estar coletivo.”
Fábio Paes – presidente da CDL
“A minha expectativa, como presidente da CDL de Campos, é que a gente consiga construir um ambiente favorável aos negócios no país. Acho que os grandes entraves do Brasil estão no excesso de regulamentação, na insegurança jurídica, nas taxas e nos encargos elevados e na burocracia excessiva, que prejudicam a produtividade. Então, o que mais espero é que tenhamos segurança jurídica e segurança pública. Isso interfere nos negócios. É necessário criar um ambiente favorável para a atração de novas empresas.”
Elaine Leão – presidente do Siprosep
“As eleições de 2026 impuseram grandes desafios aos servidores e ao movimento sindical. Independentemente de quem seja eleito para a Presidência da República, diante do governo estadual e de um Congresso de extrema direita, seguiremos mobilizados em defesa dos nossos direitos. Como presidente do Siprosep, defendo remuneração digna, condições adequadas de trabalho e segurança previdenciária para os servidores aposentados. Permaneceremos atentos às privatizações, à precarização do trabalho e às ameaças aos direitos conquistados. Defendo que o desenvolvimento econômico e social caminhe junto com a justiça social e a valorização do funcionalismo público.”
Joilson Barcelos – presidente do Sindivarejo
“Independentemente de quem vença a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula, as atenções devem estar voltadas para uma questão fundamental: como transformar o crescimento econômico em qualidade de vida, justiça social, segurança e oportunidades para toda a população. O Brasil e o Rio de Janeiro, com Douglas Ruas, que assumirá o Palácio Guanabara a partir de janeiro, precisam de governos comprometidos com resultados concretos, capazes de ouvir a sociedade, respeitar as diferenças e trabalhar em parceria com empresários, trabalhadores, organizações sociais, universidades, lideranças comunitárias e representantes dos diversos setores da população. Nos próximos quatro anos, o país precisará enfrentar desafios econômicos e sociais que afetam diretamente a vida das famílias brasileiras.”
Mauricio Cabral – presidente da ACIC
“Tanto o Brasil quanto o Rio de Janeiro precisam priorizar a responsabilidade fiscal e jurídica, a segurança pública, a educação de qualidade e reformas administrativa e tributária realmente eficientes e capazes de estimular os investimentos e a geração de empregos. É fundamental reduzir a burocracia e a carga tributária, melhorar o ambiente de negócios, atrair investimentos e fortalecer o empreendedorismo. No Brasil, assim como no estado do Rio, precisamos avançar na infraestrutura, na logística e na diversificação econômica, valorizando as vocações regionais. No Norte Fluminense, isso significa aproveitar as oportunidades do petróleo, da economia do mar, do agronegócio, da indústria, do comércio e do turismo.”
Dom Roberto Francisco – bispo diocesano
“Em relação ao Rio de Janeiro, esperamos a normalização institucional, com o funcionamento das instituições democráticas e a apuração transparente e republicana da gestão pública. O estado enfrenta sérios problemas administrativos e desafios no combate às milícias e ao tráfico de drogas, sempre com respeito aos direitos humanos. Queremos paz e segurança, mas sem punitivismo, encarceramento em massa ou políticas de extermínio. É fundamental preservar o diálogo, a tolerância, a diversidade e a liberdade religiosa. Em relação ao Brasil, falta um projeto de Estado e de nação capaz de integrar a sociedade, especialmente diante de um país dividido após as eleições. Esperamos um desenvolvimento integral e solidário, que contemple todas as pessoas e regiões, além da preservação da soberania democrática e territorial.”
Sérgio Borges – coordenador-geral do Sindipetro-NF
“No estado do Rio de Janeiro, se não houver nenhuma mudança jurídica, é enorme a perspectiva de termos um governo que apenas dê continuidade ao quadro terrível que enfrentamos nos últimos anos. Nosso desejo é que o estado revigore sua indústria naval, fortaleça a geração de emprego e renda na cadeia produtiva de petróleo e gás, combata a violência com um enfrentamento rigoroso da corrupção policial e política e invista fortemente em políticas sociais. Para o Brasil, esperamos avanços na justiça social, na educação, na ciência, na tecnologia e na democracia. Particularmente, no caso da categoria petroleira, esperamos a continuidade do fortalecimento da Petrobras como empresa pública e estratégica para o país.”
Jean Lucas Soares – estudante
“Tenho 21 anos e ainda não tenho uma profissão. Estou estudando no Senai e pretendo ingressar no Instituto Federal Fluminense (IFF). Esta é a minha segunda vez votando, e votei para presidente no primeiro turno. Para o Rio de Janeiro e o Brasil, nos próximos quatro anos, independentemente de quem vença a eleição, gostaria que a desigualdade fosse reduzida, que os trabalhadores tivessem melhores condições de trabalho e que menos mulheres morressem. Acho que, no geral, é isso, embora existam outras questões importantes.”
Dirceu Martins – técnico de operação
“Para os próximos quatro anos, gostaria que a segurança pública fosse a principal prioridade do estado do Rio de Janeiro e do Brasil. A situação nessa área ainda precisa melhorar bastante. Em segundo lugar, destaco a saúde, principalmente para as pessoas mais humildes, que dependem do atendimento público. Hoje, nem todo mundo tem condições de pagar um plano de saúde, porque os preços são muito altos. Até 2030, não estou tão confiante de que tudo será como gostaríamos. Ainda haverá muitas falhas e muito trabalho a ser feito. A corrupção é um problema muito grande. Mesmo assim, continuo tendo esperança, porque a gente sempre precisa acreditar que as coisas podem melhorar.”
Shirlei Machado – vigilante patrimonial
“Para os próximos quatro anos, gostaria que o Rio de Janeiro e o Brasil melhorassem nas áreas de transporte, educação e saúde. Essas são as principais prioridades, tanto para o estado e o país quanto para Campos dos Goytacazes, independentemente de quem vença a eleição. Em relação ao Brasil, destaco a importância do voto. Acredito que o Brasil é do Senhor, então que seja feita a vontade de Deus.”
Andressa Lopes – diretora do Sepe
“Na perspectiva de quem atua na defesa da educação pública, o Rio de Janeiro e o Brasil precisam priorizar o investimento social, a geração de empregos, a redução das desigualdades e a transparência no uso do dinheiro público. A educação precisa ser tratada como investimento, e não como despesa. Isso exige a valorização de todos os profissionais da educação e o respeito ao piso salarial e à carreira. No Rio, a população precisa de uma gestão comprometida com a correta aplicação dos recursos públicos e a melhoria dos serviços essenciais. No governo federal, as propostas também importam. A Constituição Federal garante aos sindicatos o papel de defender os direitos e os interesses de suas categorias. Devemos alertar os servidores e a sociedade sobre propostas que possam ameaçar a educação pública, os serviços públicos e os direitos dos trabalhadores.”
