quarta-feira, março 18

Homenagens no Farol de São Thomé reúnem trabalhadores, familiares e lideranças sindicais em defesa da vida nas plataformas

Campos

18 de março de 2026 – 6h59

Trabalhadores e parentes de vítimas da P-36, no Heliporto de Farol de São Thomé (Divulgação)

Um ato realizado na terça-feira (17), no heliporto do Farol de São Thomé, em Campos dos Goytacazes, marcou os 25 anos da tragédia da plataforma P-36, que resultou na morte de 11 petroleiros. Promovida pelo Sindipetro-NF, a mobilização reuniu trabalhadores da ativa, aposentados, representantes sindicais e familiares das vítimas em um momento de memória, emoção e conscientização.

A programação incluiu homenagens e uma encenação teatral, que destacou a importância da união da categoria na luta por condições seguras de trabalho. A atividade também reforçou o papel da organização coletiva e da atuação sindical na defesa da vida e da dignidade dos trabalhadores do setor petrolífero.

Manifestações em memória das vítimas do acidente na Bacia de Campos

Familiares das vítimas compartilharam relatos marcantes durante o evento. Viúva de Emanoel Portela Lima, Luzineide Lima ressaltou a necessidade de manter viva a memória do acidente. Segundo ela, a presença anual no ato é uma forma de alertar sobre a importância da segurança e da transparência nas operações. “A vida precisa estar sempre em primeiro lugar”, afirmou.

Filha de Laerson Antônio dos Santos, Wênia Pereira dos Santos também destacou o caráter doloroso da lembrança, mas enfatizou o papel do ato na conscientização coletiva. Para ela, compreender que tragédias como essa podem atingir qualquer família é fundamental para estimular a mobilização por mudanças.

A importância da preservação da memória também foi lembrada por Rita de Cássia Lopes de Araújo, viúva de Mário Sérgio Matheus, que agradeceu ao sindicato pela continuidade das homenagens ao longo dos anos e pelo cuidado na organização do evento.

O coordenador-geral do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, destacou que relembrar a tragédia vai além da saudade e deve servir como instrumento de transformação. Segundo ele, a memória dos trabalhadores que perderam a vida precisa impulsionar ações concretas em defesa de melhores condições de trabalho. “É na união dos trabalhadores que está a força para evitar que novas tragédias aconteçam”, afirmou.

Fonte: Ascom

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