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    A história de Campos em um clique

    14 de dezembro de 2025Nenhum comentário6 Mins Read
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    Arquivo Público Municipal iniciou digitalização de acervo com 50 mil páginas da história colonial da cidade à disposição de todos

    Em um trabalho que combina cuidadosamente a preservação histórica com a tecnologia, o Arquivo Público Municipal de Campos dos Goytacazes inaugurou, no dia 4 de dezembro, a sua plataforma online com acervo digital. O projeto é fruto de um edital vencedor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), e já conta com cerca de 50 mil páginas do período colonial, do final do século XVII até o ano de 1808, abrindo uma janela digital para pesquisadores, estudantes e curiosos da história.

    A diretora do Arquivo Municipal, Rafaela Machado, explica que a escolha desse recorte temporal para as digitalizações seguiu os critérios do edital, que priorizava o período colonial até a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil. “Esse universo documental é riquíssimo. Estamos falando do território da antiga capitania de Paraíba do Sul, que abrangia não só Campos, mas parte do Norte e Noroeste Fluminense e até do sul do Espírito Santo, numa época em que os limites eram muito fluidos”, detalha. A digitalização focou em duas tipologias específicas: testamentos e inventários, que são verdadeiros retratos falados da vida social e econômica da época.

    Fotos: Rodrigo Silveira
    Rafaela Machado (Foto: Arquivo Pessoal)

    Uma janela para as histórias da colônia
    Os documentos centenários são muito mais do que uma lista de bens. Eles são janelas para os costumes, economia e estrutura social da região. “Através dos inventários e testamentos, identificamos os ‘homens bons’, detentores de privilégios políticos e econômicos, acompanhamos a progressiva expansão do uso da mão de obra escravizada, entendemos hábitos, a religiosidade e até o papel e a posição da mulher naquela sociedade, através de redes de casamento e compadrio”, destaca Rafaela.

    Um dos documentos mais antigos que foram digitalizados é um testamento datado de 1697, e exigiu cuidado redobrado em seu tratamento, por conta da fragilidade do item. O acervo também revela, por exemplo, como a Vila de São Salvador da Paraíba do Sul dependia economicamente da mão de obra escravizada e como essa prática se expandiu territorialmente.

    Com documentos tão antigos e escritos inteiramente à mão, a decifragem da caligrafia é outro desafio em que a tecnologia de alta qualidade facilita. “Garantimos uma excelente qualidade de imagem para que o pesquisador consiga ter clareza na leitura, o que é crucial, pois se trata de uma escrita antiga, que exige familiaridade com paleografia”, comenta a diretora.

    Um processo meticuloso
    De acordo com Luis Felipe Ferreira, supervisor de conservação documental do Arquivo, antes de qualquer processo de digitalização, os documentos passam por uma jornada de outros tratamentos. “Para que um documento possa ser digitalizado e integrado ao nosso acervo digital, ele deve passar primeiramente pelo processo de catalogação”, explica. A etapa começa com a higienização mecânica de cada item, realizada com trinchas de cerdas macias e máquinas de sucção para uma limpeza profunda, e a remoção de elementos metálicos como clipes e grampos.

    Luis Felipe Ferreira

    “Só após a conclusão de todos esses procedimentos de conservação, os documentos são considerados aptos para a digitalização”, detalha Ferreira. Todo esse cuidado e preparo é fundamental, especialmente para papéis que podem ter mais de 300 anos, com vários níveis diferentes de estados de conservação. Para os itens mais fragilizados, a estrutura do arquivo conta até com uma mesa de banho com sucção para lavagem controlada e estabilização.

    Hora da tecnologia de ponta
    A fase da captura das imagens é onde os equipamentos tecnológicos de ponta entram em cena, mas sem deixar o rigor da preservação de lado. Todo o projeto de digitalização do acerto foi orçado em R$ 200 mil, e foi executado em parceria com uma empresa especializada na tecnologia, dentro das dependências do Arquivo Público, visto que, por questões de segurança e preservação, o acervo não poderia ser movido. “Não é viável nem aconselhável retirar esses documentos do arquivo. A empresa montou a estrutura dentro do arquivo e a equipe de digitalização foi treinada pela nossa própria equipe”, afirma Rafaela Machado.

    Com a chegada de itens para o acervo do Arquivo Público, os documentos passam por higienização, organização e tratamento, que podem envolver desde pequenos reparos até a restauração dos itens mais deteriorados. Com a conclusão dessas etapas, é possível começar a captura digital. “A etapa de digitalização é executada com alta fidelidade ao documento original, utilizando câmeras e lentes fotográficas profissionais para a captura das imagens, e luminárias auxiliares para o controle da luminosidade do ambiente, resultando em cópias digitais de altíssima qualidade”, explica o supervisor de conservação documental do Arquivo Público, Luís Felipe Ferreira.

    “O scanner tem que obedecer a critérios de proteção documental; não pode ser um equipamento comum, justamente porque não pode haver dano ao documento”, complementa Rafaela Machado. Após a captura, um controle de qualidade verifica cada imagem, que é então indexada no sistema do arquivo.

    A história na tela
    Depois de um grande e minucioso trabalho, o resultado final está disponível para qualquer pessoa ao acessar o site do Arquivo Público Municipal. A plataforma foi desenvolvida com inspiração em referências como a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, e prioriza a simplicidade e funcionalidade. “Nosso objetivo central é garantir que qualquer usuário possa facilmente se localizar e encontrar o que procura no acervo digital. Essa mesma lógica de facilidade foi estendida à nossa base de dados integrada ao site, onde é possível realizar buscas simplificadas”, diz Luis Felipe.

    A busca por palavras-chave, como nomes, datas ou localidades e a possibilidade de baixar os documentos em alta definição são ferramentas já integradas à plataforma, mas, segundo Rafaela, as 50 mil páginas são apenas o começo. “Temos cerca de 13 mil inventários e testamentos no total. Além deles, há inúmeras outras tipologias documentais”, conta a diretora, que vê como um dos objetivos a digitalização do acervo de jornais históricos da cidade, como o Monitor Campista, que circulou entre os anos de 1834 e 2009. Já Luis Felipe, mira em novas iniciativas virtuais, como a criação de um tour guiado pelo Solar do Colégio, a sede do Arquivo Público.

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