Média-metragem “Sobre a Vivência” inicia turnê pelo Sesc após estreia de sucesso

Depois de uma estreia de sucesso, o documentário média-metragem campista “Sobre a Vivência” começa a correr o mundo, começando por cidades da região, que abrem espaço para uma experiência sobre a arte transformando realidades. A turnê passa pelos Sesc de São João da Barra, São João de Meriti, Tijuca e Nova Friburgo, ao longo do mês de maio.
“A estreia no dia 25 de março foi incrível. Eu nunca tinha passado por uma experiência dessas de exibir para o público de casa cheia, com fila, e sem mais lugares para sentar. Eu não esperava que iria dar tanta gente, e que todo mundo fosse gostar bastante, com a galera aplaudindo de pé durante vários minutos no final. Foi surpreendente e eu achei que teve uma ligação muito forte ali com o público”, ressalta Pedro Nicholas Paes, diretor do média metragem.
O filme traz dez nomes da cena artística de Campos dos Goytacazes para o desafio de interpretar, cada um à sua maneira, a personagem-mascote do documentário, chamada de Miscy. “Acho que criou um vínculo, sabe? Tanto com os artistas quanto a comunidade que se sentiu mais representada nesse filme”, afirma Pedro.


Turnê
A expansão do documentário pela região se deu pelo sucesso de sua estreia, em Campos. “Foi um convite do próprio Sesc Grussaí. Quando eu fiz a divulgação da estreia do filme no IFF, uma pessoa do Sesc viu, achou interessante e me convidou parar exibir o filme lá, e além disso, eles articularam para o filme ser exibido nessas outras três unidades, além de São João da Barra”, explica Pedro.
O calendário da turnê de “Sobre a Vivência” abriu no último sábado (2), com a exibição do documentário no Sesc de Grussaí, em São João da Barra. A estreia iniciou a programação do Sesc Orgulho Nerd 2026, evento que dedicou toda a tarde para a diversão de toda a família. Além da exibição do média-metragem, também aconteceu uma roda de conversa com a equipe produtora e exposição das obras desenvolvidas pelos artistas que participam do documentário.
Somando ao projeto, o Hotel Sesc Grussaí trouxe uma nova artista junto ao evento. Mariah Machado, do Ateliê MM, foi desafiada a fazer a sua própria versão da Miscy, assim como os artistas que estrelam o filme. Ela trabalha com “amigurumi”, uma técnica japonesa para a confecção de bonecos de crochê.
A turnê no filme tem continuidade mais ao final do mês de maio, com exibições no dia 23, na unidade de São João de Meriti, dia 24 na unidade da Tijuca e no fia 30, em Nova Friburgo. Segundo o diretor, essa é apenas a primeira etapa, pois já existem conversas para a exibição do filme em outras instituições e cidades.


A produção continua
Mesmo com o filme lançado e caminhando pela região, ainda há conteúdos sendo produzidos. “Com a turnê, também vamos lançar dois novos produtos gratuitos para quem for para as exibições. Um é o e-book, e o outro é uma revistinha com a explicação do projeto e a história em quadrinhos da nossa personagem, Miscy”, antecipa Pedro.
O e-book está sendo produzido em colaboração com o designer e diagramador José Vitor Tavares Nasser. “Trabalho com parte da equipe no J3 e acompanhei o projeto de perto. Fiquei cativado desde que tomei conhecimento da ideia, então sempre que dava, eu auxiliava em algo que precisavam”, conta José Vitor.


De acordo com o designer, o e-book é um complemento do documentário, detalhando um pouco mais da iniciativa do “Sobre a Vivência” e falando mais dos artistas, seus trabalhos e interpretações artísticas do desafio no filme. A publicação também traz material de bastidores, com fotos e esboços inéditos.
“Entro no projeto para destacar as interpretações desses outros artistas e do projeto em si. O e-book reúne todas as reinterpretações da personagem Miscy para o público ter contato e saber onde encontrá-los, seja por alguma plataforma de música, vídeo e afins, sendo uma extensão das ideias do documentário”, finaliza.
Sobre a Vivência
O documentário dirigido por Pedro Paes é o seu primeiro trabalho como diretor, roteirista e realizador de um projeto audiovisual mais elaborado. No centro da narrativa está a mascote Miscy, concebida pela produção e ilustrada pelo artista Dhawy Taylor. Ela funciona como fio condutor do filme e inspira as diferentes interpretações apresentadas pelos artistas.
