Agentes passam por treinamento rigoroso e começam a atuar gradualmente; novas motocicletas vão para reforçar o patrulhamento nas ruas

A Guarda Civil Municipal de Campos dos Goytacazes iniciou uma nova etapa na segurança pública com a formatura da primeira turma de agentes habilitados para o uso de armamento. A solenidade de formatura aconteceu nesta sexta-feira (20, e contou com a participação do prefeito Wladimir Garotinho e outras autoridades. A medida integra um processo gradual de capacitação da corporação e pretende ampliar a prevenção de crimes e a sensação de segurança da população.


Segundo o comandante Wellington Levino, a conquista representa uma fase estratégica dentro do uso progressivo da força e resulta de um processo buscado há anos pela instituição. Ele destacou que a formação foi marcada por critérios rigorosos, com avaliações técnicas e psicológicas. “A primeira seleção começou com 50 participantes; 25 chegaram à fase final do curso e 23 foram aprovados para atuar armados. Os demais poderão ter novas oportunidades”, explicou.


O prefeito Wladimir Garotinho destacou que a iniciativa faz parte do fortalecimento da segurança pública em Campos dos Goytacazes. Ele afirmou que o armamento da Guarda atende a uma necessidade do município de ampliar a proteção da população e intensificar o trabalho integrado com outras forças de segurança. Wladimir lembrou ainda que a legislação federal permite que as guardas municipais atuem no policiamento ostensivo e na segurança de proximidade com o cidadão.
“Sobre o impacto para a população, ressalto que o papel da Guarda Municipal continuará sendo o policiamento de proximidade e preventivo. A função da corporação não é enfrentar organizações criminosas como tráfico ou milícia, mas atuar junto à comunidade, protegendo o cidadão e utilizando o armamento apenas em situações de defesa própria ou de terceiros”, disse o prefeito.
Uma nova fase da Guarda Municipal
A Guarda Municipal conta atualmente com cerca de 700 agentes, e a meta é ampliar gradualmente o número de servidores capacitados para o porte funcional, sempre de forma técnica e progressiva, sem retirar todo o efetivo das ruas ao mesmo tempo. O comandante ressaltou que o porte funcional é vinculado à atividade pública e concedido à instituição para agentes habilitados, diferentemente do porte pessoal.


Para Wellington Levino, o armamento permitirá que os guardas atuem com mais segurança, principalmente em serviços de patrulhamento em áreas públicas e no período noturno, contribuindo para inibir crimes e reforçar a presença preventiva do município.


O secretário de Segurança, Rodrigo Ibiapina, afirmou que a formatura simboliza uma nova fase da corporação e reforça o protagonismo das guardas municipais no país. Segundo ele, a atuação armada vem para complementar o trabalho das forças estaduais e federais, fortalecendo as ações integradas já realizadas no município.


“A primeira turma foi preparada dentro de todos os trâmites legais, após um processo longo e detalhado de capacitação. As novas motocicletas para a Guarda Municipal devem ampliar o policiamento ostensivo, apoiar operações de trânsito, escoltas e ações preventivas em parceria com outras forças de segurança. Com a previsão de novas turmas de formação, a Prefeitura pretende ampliar gradualmente o efetivo armado, consolidando o que a gestão considera um novo momento para a Guarda Civil Municipal e para a segurança pública na cidade”.
Força de segurança feminina
A guarda civil municipal Priscila Ribeiro está entre as três mulheres que integram a primeira turma habilitada para o uso de armamento em Campos dos Goytacazes. Ela classificou a formação como um processo exigente e marcante para a corporação.


Segundo Priscila, o curso foi intenso e cobrou preparo técnico e emocional dos participantes. “Foi vencer um processo árduo. Não foi fácil. Foi um curso que demandou muito da gente, com muitas técnicas trabalhadas, horas de dedicação, aulas teóricas e práticas”, afirmou.
A agente destacou que o momento do treinamento prático evidenciou a responsabilidade envolvida no uso do armamento. “Quando partimos para a prática, sentimos o peso do que é o treinamento com armamento. Nossas emoções e nosso psicológico foram testados, mas conseguimos alcançar o objetivo final”, disse.


Para ela, a habilitação representa não apenas uma nova ferramenta de trabalho, mas uma mudança institucional. “Tudo muda, porque não é apenas um armamento, é uma mudança de cultura. Precisamos agir com ainda mais comprometimento e responsabilidade, entendendo tudo o que isso representa”, ressaltou.


Priscila também enfatizou que o objetivo da Guarda permanece voltado à proteção da população. “O armamento não representa imposição de força, e sim preservação da vida. Estamos aqui para servir e proteger”, concluiu.


